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O Diana Bar, na Póvoa de Varzim, abriu portas em 1940. Tornou-se um marco na região e um ponto de encontro para várias figuras da cena nacional, como Agustina Bessa-Luís ou Manoel de Oliveira. O cliente mais assíduo era José Régio, que tinha ali assento reservado, e que, quem sabe inspirado na possibilidade de ver o mar pelas grandes janelas, ali escreveu muitas obras.

Infelizmente, nos anos 90, quando o fundador do espaço morreu, o Diana Bar também foi morrendo. A Câmara Municipal restaurou o espaço e ele é hoje uma biblioteca que manteve grande parte da sua estrutura. Quem visita não pode deixar de reparar que a mesa e a cadeira de José Régio se mantêm por lá, em homenagem sentida.

Mais do que feliz pela existência de um novo espaço de leitura, agrada-me tanto este perservar das nossas raízes e da nossa cultura, tão, mas tão raro, que merece a nossa menção e os parabéns.

Saiba mais no site do JN.


Vão fechar mais três livrarias históricas no centro de Lisboa. Isto é triste, muito triste, e dá-nos vontade de chorar. Com a atualização de rendas impossível de suportar e o consequente despejo por parte dos senhorios, as livrarias Trindade, Campos Trindade e o Centro Antiquário do Alecrim vão fechar portas.

Com mais de 30 anos de actividade, as livrarias vão ter de fechar até setembro. Portanto, tem até lá para fazer uma visita de despedida. Também é uma despedida do comércio tradicional, que desapareceu quase completamente, em nome do capitalismo desmedido, da exploração máxima da nossa capital que virou moda. E não há problema nenhum com o facto de estar na moda - simplesmente, quando virem que já não é uma cidade tão tradicional e com costumes tão enraizados, vai deixar de o ser. E aí, será demasiado tarde.

O carisma está a desaparecer do centro de Lisboa. A nossa identidade, a verdadeira tradição, a cultura. A cidade está vergada a uma única actividade - o turismo. Temos muita pena.

Saibam mais aqui.

Nesta fotogaleria, o National Geographic sugere-nos 14 bibliotecas fantásticas espalhadas pelo mundo inteiro. São todas arrebatadoras. Algumas são mundialmente conhecidas, outras foram belas surpresas para mim, tal como esta em baixo que escolhi para representar este post.

É a primeira biblioteca de Muyinga, construída pelas pessoas da comunidade, feita com terra, argila e eucaliptos. Um projecto simples na estrutura mas fenomenal - a cultura erguida pelas próprias mãos.

Ver artigo aqui.


Esteva ao ponto de fechar devido a problemas financeiros, causa comum que está a deixar de portas fechadas muitas livrarias, mas não foi o que aconteceu. José Pinho, dono da Ler Devagar, apaixonou-se pela livraria Ferin, que considera a mais bela de Lisboa, em especial depois de vislumbrar duas fabulosas salas abobadadas na cave, que faziam parte de um antigo convento, que não estavam abertas ao público.

Esta parte será reservada para livros raros e antigos, e a oferta no andar de cima será um misto entre edições portuguesas e estrangeiras, já que a localização turística na Rua Nova do Almada proporcionará muitas visitas de viajantes internacionais. Muitas mais acções irão ter lugar, incluindo declamações de poesia, música ou teatro.

Uma vida nova, e bem-vinda, para a segunda livraria mais antiga de Lisboa.

Via Rádio Renascença.


Já abriu no Cais do Sodré, em Lisboa, uma nova livraria, de seu nome bem sugestivo. Menina e Moça, que conhecemos de outros versos, é o novo local onde se pode ler e beber um copo. Está aberta até às 02h00 e é um lugar cheio de estilo e páginas por descobrir, especialmente de autores lusófonos.

Descubra este novo retiro na Rua Nova do Carvalho, admire o tecto ilustrado por João Fazenda, os grafitis de Smile e Rafa, aproveite e prove ainda um dos muitos chás disponíveis ou petiscos: uma variada carta de vinhos, o caldo verde, a bola vegetariana ou a canja são algumas das opções.

Uma autêntica homenagem à nossa capital, com um espírito bem lusitano que promete ser um ponto de passagem obrigatório para os amantes de livros, de arte, e não só.

Via Visão.







Neve lá fora? Check. Quentinho lá dentro? Check. Muitos, muitos livros disponíveis? Completamente checked! Este retiro mimoso existe mesmo e é o sonho de todos os leitores. É uma cabana chamada Hemmelig Rom ("quarto secreto em norueguês") , fica no estado de Nova Iorque e pode ser alugada para umas férias que me parecem ser espectaculares.

Recatada, fora do mundo modermo, confortável, parece-me uma ideia excelente para importar por cá.

Via Mashable




Longe vão os tempos onde, nos cafés, leitores se juntavam. Uns trocavam ideias, outros mergulhavam na leitura, ainda havia os que estudavam, mas, eram os livros e a convivência, e não a televisão ou os telemóveis, o centro de tudo.

Mas ainda é possível fazê-lo. Há locais onde essa boa tradição se mantém e onde o papel principal continua a ser o dos livros, mas onde podemos confraternizar e beber o café ou chá, ou comer um petisco, tranquilamente na companhia das letras, das lombadas e das capas dos nossos melhores amigos. O site New in Town propõe 11 locais - a consultar aqui (curiosamente já falámos em vários deles por outras ocasiões) - e deixo três destaques em baixo. Um mimo.

Pois, Café (Lisboa, junto à Sé)
O mais interessante deste espaço (para além de parecer super confortável), é que pode lá ir deixar um livro e trazer outro. Os livros nunca se esgotam e pode aproveitar o brunch diário.



Manifesto (Porto, Mercado de Matosinhos)
Um local que é livraria, galeria de arte, agência de viagens de aventura e que ainda oferece opções deliciosas, como bolo de red velvet ou de chocolate e avelãs.



Chiado Clube Literário (Lisboa e Porto)
Primeiro lançado em Lisboa e depois no Porto, é o sítio da moda onde pode ler, comer uma sandes ou uma tosta, beber o seu café, assistir a tertúlias, participar em workshops e muito mais.



Ninguém que conheça superficialmente Florentin Bosse imagina que já trabalhou durante anos de fato e gravata num banco. A sua vida sofreu uma reviravolta e acabou por fazer 3.800 quilómetros a pé entre Berlim e Santiago de Compostela. O seu sonho de ter uma vinha e gozar a reforma foi passado para segundo plano quando teve uma ideia melhor - abrir uma livraria em Lisboa.

O seu gosto pela leitura em papel e o querer fazer perdurar este hábito na era digital deram-lhe a vontade de meter mãos à obra e pediu a amigos e a desconhecidos que lhe facultassem uma lista dos seus 10 livros favoritos. Assim, reuniu centenas de opiniões para criar uma livraria, a Letters Matters, que vá ao encontro dos mais variados gostos, não necessariamente bestsellers.

Abriu em julho no Largo do Rato, tem uma decoração dedicada aos grandes escritores (lá constam Oscar Wilde ou Fernando Pessoa, por exemplo), e tem toda uma atmosfera convidativa, onde se inclui um lounge que incentiva à conversa e um restaurante. Florentin pretende que este espaço se torne uma referência no panorama cultura, com lançamentos, debates ou exposições. A visitar!

Saibam mais no site do Público.
Tem 1157 anos (!) e fica em Marrocos. A biblioteca mais antiga do mundo abriu portas após ser restaurada. Faz parte da Universidade al-Qarawiyyin, que abriu as portas ao público para mostrar este valioso pedaço de História.

A universidade, a biblioteca e a mesquita foram fundadas por Fatima El-Fihriya em 859. A biblioteca ainda conserva o diploma original, a placa de madeira que podem ver em baixo. O exterior é uma mistura de mosaicos e de arcadas fantásticas. É um sítio único, e passado um mês desde a reabertura, já foi visitado por turistas de todo o mundo.














O teatro existia desde 1919 e já havia sido convertido para um cinema em 2000. Agora, o arquitecto Fernando Manzone transformou o antigo teatro numa biblioteca. E que biblioteca... o resultado final é extraordinário e já é considerada uma das bibliotecas mais bonita do mundo. Chama-se El Ateneo Grand Splendid e fica em Buenos Aires.

Quase todos os aspectos foram mantidos, incluindo o palco, as fabulosas cortinas vermelhas ou os balcões. O resultado é único, de uma beleza clássica e a biblioteca recebe mais de um milhão de visitas por ano, o que olhando para estas fotos não é de admirar. Nós queremos visitar!

Fonte: Buzzfeed





 
Histórias são magia e descoberta de novos mundos. Ler é uma aventura que começa quando somos crianças, aventura que nunca deverá ser descurada e que bem regada dará frutos para toda a vida. E estas secções para crianças em bibliotecas oferecem um mundo tão imersivo que elas não vão querer sair de lá.

É importante estimular a leitura junto dos mais novos numa era em que a tecnologia lhes rouba toda a atenção e onde o velho e bom hábito de ler se vai perdendo, infelizmente. Estas bibliotecas fazem um óptimo trabalho em captar e manter novos leitores e 'só' por isso estão de parabéns e que sejam fonte de inspiração!

Saibam mais sobre elas no site Goodreads.







Que idade bonita! Uma das maiores instituições culturais do país faz anos e estamos todos convidados a comemorar e a participar numa série de eventos especiais que fazem parte da festa chamada"Jardim de Verão". A partir de 23 de junho visitem a Fundação Calouste Gulbenkian e podem contar com várias acções, como sessões de leitura, workshops, filmes, dança, concertos, e outros eventos, que terão lugar tanto nos auditórios, salas e galerias, como no belíssimo jardim. Consultem toda a programação aqui.

Como somos bichos das letras, não podemos de deixar de sugerir uma leitura. Esta - "No Melhor Texto Cai a NÓDOA", feita em jeito de piquenique no roseiral, parece-nos muito bem. Vai realizar-se no domingo 3 de julho às 15h00 e conta com os NÓDOA, um projecto que alia a leitura de grandes textos à música. Não sejam tímidos, a entrada é livre!

Feliz aniversário, Gulbenkian!




Existe uma cadeia de livrarias abertas 24 horas por dia que está a ser um sucesso tão grande que já se expandiu para 48 lojas em Taiwan, Hong Kong e China. O conceito parecia estar condenado ao fracasso, já que a principal premissa é um convite a todos para lerem à vontade, em qualquer hora, sem terem de pagar. Portanto, é quase uma biblioteca com opção de compra aberta o dia inteiro.

O curioso é que o período com mais clientes é entre as 22h00 e as 02h00 e ao que parece estão a roubar clientela aos bares, aos karaokes (muito populares por aquelas bandas) e às discotecas. Como muitos dos livros estão em inglês a Taiwan’s Eslite Bookstore já se tornou também uma atracção turística.

Para ter lucro, este conceito de biblioteca-livraria é acompanhado de muitas outras actividades, como degustação de vinhos, sala de chá, venda de roupa, café, restaurante, concertos, espectáculos de dança, exibição de filmes, cursos de culinária, e muito mais. Apesar disto tudo, o papel principal é dos livros. São eles o motivo que faz com que os clientes venham visitar e se deixem estar, à vontade, sem pressão. É um centro de leitura, de convívio, de artes, aberto todo o dia, sempre pronto a receber. Eu frequentaria!

Fonte: The Guardian







A publicação Independent fez uma lista de 12 livrarias que tem mesmo de visitar, e é com orgulho que temos duas livrarias portuguesas entre as sugestões: a Livraria Lello e a Ler Devagar.

Porto e Lisboa estão muito bem representados. A Livraria Lello é um poço de história e mal entramos somos transportados para uma outra época. Imaginamos automaticamente a quantidade de pessoas que por ali passou ao longo de centenas de anos. É de um peso histórico inigualável e de uma beleza requintada. Para onde quer que o olhar caia, há pormenores fantásticos para admirar. É também um ponto de paragem obrigatório para imensos turistas, e talvez por isso agora seja cobrada uma taxa de 3€ para entrar. Por um lado compreende-se, mas por outro é algo surreal pagar para entrar numa livraria. De qualquer modo, vale a pena e é um pecado viver no Porto ou visitar a cidade e nunca lá ter entrado.

A Ler Devagar foi uma agradável surpresa num dia em que passeava pelo LX Factory. Entrei sem saber ao que ia e fui arrebatada. A decoração é fantástica, com objectos e obras lindíssimas espalhados pelo espaço. E pese embora as várias "distracções", os livros continuam a ter o papel principal e estão por toda a parte. É um sítio que, pelo menos por enquanto, é calmo, convida à leitura e a um café relaxado. Já lá estive também presente em workshops pela empresa, e é um sítio que reúne vários ingredientes importantes - simpatia, arte, ensino e disponibilidade.

Quem ainda não foi a estes dois espaços, aconselha-se que o façam pois estão a perder duas livrarias, completamente distintas mas tão belas na sua essência. Entretanto vejam todas as sugestões do Independent para quando riscarem estes dois itens da lista!


Devido ao nosso estilo de vida acelerado, estamos habituados a ler em todo o lado sem grande dificuldade. Eu pelo menos faço-o, seja nos transportes, na sala de espera de qualquer consultório ou à mesa de jantar. Mas adorava, ó se adorava, ter um refúgio destes no meu pequeno apartamento para mergulhar à vontade nos livros sem qualquer incómodo.

É claro que preferia ter um jardim e solinho sempre à minha disposição, mas estes refúgios indoor parecem tão confortáveis e tão chamativos que consigo imaginar-me em todos eles. Que boas e descansadas leituras faria! Vejam toda a lista no site Bored Panda e babem comigo.

(Aquele mesmo em cima do mar... pfff que sonho!)