A dislexia é uma condição relacionada com vários problemas na leitura, com diferentes níveis e várias formas de se manifestar. Quem sofre de dislexia relata problemas em soletrar palavras, em ler depressa, em voz alta, e também há quem tenha problemas visuais, como por exemplo ver as letras a mudar de lugar, entre outras manifestações.

Victor Widell criou um website que simula esta última condição. É uma doença difícil de explicar para quem não a sofre, e assim o autor pretende chamar a atenção sobre o assunto e mostrar como não é nada fácil viver com a dislexia. Na vida moderna, ler é mais do que uma necessidade, é-nos imposto onde quer que vamos, e não é nada fácil estar constantemente em esforço.

Olhando para o site, é assustador e dá dores de cabeça só de olhar durante um bocadinho. Nos comentários, os disléxicos dizem que a sensação de leitura é muito aproximada, embora seja impossível explicar a quem lê normalmente o que se sente ao pormenor. De qualquer forma, é uma excelente forma de nos fazer ver (ou ver muito mal) que viver com dislexia é um acto de bravura diária.




A série "A Guerra dos Tronos" surge, hoje em dia, como a mais válida adaptação televisiva de uma obra literária.

Para além de ter uma legião infinita de seguidores, uns que leram os livros, uns que não leram, uns que gritam a plenos pulmões que o Snow não está morto, outros que têm um pedestal armado à espera da Daenerys e outros tantos que, como eu, querem é ver os dragões... a verdade é que as vozes que nos habituámos a ouvir gritar por Westeros, fazem-se ouvir agora por outra causa bem mais nobre e real : a crise dos refugiados.

O intuito? Angariar fundos para a causa, despertar consciências, motivar a aceitação, incentivar a mudança... e já sabemos, se a Cersei manda, é melhor fazer!

Brincadeiras à parte, estamos prestes a enfrentar a maior crise humanitária de que há memória. Todos podemos ajudar, nem que seja ao passar a palavra.

Saibam mais em Rescue.org  

:) Ninguém quer ficar ignorante, certo? Toca a ler! Pela vossa saúde!
Um dos rituais mais apetecíveis de se ser estudante é ir vegetar, com um bom livro, para o Jardim Amália Rodrigues.

É uma tradição equivalente às tunas académicas! Bebericar um café no Linha D'Água, comer um gelado enquanto nos deliciamos com o sol, o brilho do lago, as folhas de um livro e um riso ou outro de crianças que brincam nas proximidades.

Maravilhoso também é ficar refestelado no jardim, relva verde, ao estilo de piquenique, saboreando o esvoaçar da nossa imaginação enquanto desvendamos um enredo novo, nas páginas que se abrem lentamente frente aos nossos olhos.

Posso também referir os cães que alegremente saltitam por lá com donos felizes, tudo natureza no meio da cidade e a um pulo do reboliço do El Corte Inglês; no meio de tudo, mas mesmo assim sempre especial, único, como se fosse só nosso.

Um sítio especial onde fui feliz e que sei que faz parte da felicidade de muitas pessoas. Aproveitem!

Nicolau Breyner partiu hoje, aos 75 anos, vítima de ataque cardíaco. Alentejano de gema, nascido em Serpa, benfiquista apaixonado, foi uma das grandes figuras do cinema e da televisão portuguesa, que não se cansou de os impulsionar nos mais de 50 anos de carreira. Actor e realizador incontornável, era conhecido por todos. Foi uma das maiores caras e influências da comédia, e um talentoso realizador e produtor. Vai fazer muita falta. Mas fica a inspiração para as presentes gerações, e os inúmeros trabalhos onde deixou a sua marca, à frente e atrás das câmaras.

Com "Senhor Feliz e Senhor Contente" alcançou a fama, foi um dos pais da primeira telenovela portuguesa "Vila Faia", ganhou 3 Globos de Ouro, participou e realizou vários filmes e séries, e a lista do que fez é extensa, imensamente extensa, e de uma versatilidade assombrosa. Para além disso, sempre foi um inconformado, um crítico, preocupado com o país, com a cultura, com o estado das coisas. Houvessem muitos Nicolaus.

Destacamos aqui, hoje, a única biografia escrita em colaboração com o autor, da autoria de Sarah Adamopoulos. O título é curioso, e decerto uma das formas como ele gostaria de ser lembrado - "É melhor ser alegre que ser triste", lembra-nos toda a sua alegria e vontade de fazer mais e melhor, sempre.

Disponível no site Wook.pt
A Coolbooks é a chancela digital da Porto Editora, e em parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares estão a promover a iniciativa Ler É Cool. Esta é dirigida aos alunos do 2º e 3º ciclos do Ensino Básico de todo o país e pretende incentivar a leitura junto dos mais jovens, através de dispositivos digitais de leitura.

Em cada estabelecimento de ensino irão ser disponibilizados exemplares de e-books e os alunos são ainda convidados a responder a um questionário sobre as obras lidas ou a escrever um conto, o que dá direito a prémios de participação garantidos.

Sendo que os dispositivos móveis fazem parte integrante da vida dos mais jovens, é uma excelente ideia puxar pela leitura através deles e ainda promover um sistema de prémios que os estimulará ainda mais a ler, essa actividade tão preciosa para o crescimento, e tão cool.


O filme de culto "Fight Club - Clube de Combate" de 1999, realizado por David Fincher, é um dos mais adorados de sempre pelos fãs de cinema. Com interpretações de tirar o fôlego de Brad Pitt e Edward Norton, o filme é uma verdadeira bomba, um literal murro no estômago, uma espiral de acontecimentos surreais, do início ao fim, e com uma revelação surpreendente de deixar qualquer um de queixo caído. E esta obra-prima eterna é baseada no livro com o mesmo nome de Chuck Palahniuk.

Na trama, Tyler Durden, génio anarquista, e o narrador, criam clubes de combate clandestinos como fuga à vida medíocre, que fazem parte de todo um programa de vingança contra o mundo. É uma história violenta e fascinante que na altura do lançamento do filme não foi muito bem aceite pela crítica, que atacou a violência e a moral deturpada do mesmo. No entanto, foi quando se lançou o DVD que se deu o "boom" e que finalmente se tornou um filme de culto.

Os leitores à séria normalmente fincam o pé em como o livro é quase sempre melhor do que o filme. Mas a história é tão marcante que eu direi que a vossa preferência recairá sobre aquilo que fizerem primeiro. Vi primeiro o filme, há muitos atrás, e agora que li o livro não fiquei assim tão surpreendida porque o acontecimento principal é tão marcante e inesquecível, que o factor surpresa tirou-me o gosto especial da revelação no livro. E não é que não valha a pena ler quando já se viu o filme - vale sempre a pena, e é um excelente livro que marcou toda uma geração.

Um dos museus mais famosos do mundo, o The Metropolitan Museum of Art, tem um catálogo com mais de 1.500 publicações sobre arte que podem consultar aqui. São livros, revistas e boletins das últimas cinco décadas para consulta totalmente gratuita.

A boa notícia para todos os amantes de arte é que de tempos a tempos o acervo é actualizado e foram agora adicionados 422 livros de arte para download, que incluem obras sobre Pablo Picasso, Salvador Dalí, Van Gogh, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rembrandt, Claude Monet, entre muitos outros. Mais de 400.000 imagens de obras de arte foram também adicionadas.

Os apaixonados pela pintura, escultura, desenho e outras formas de arte têm aqui muito com que se entreter. Se se sentir com fôlego e motivado, dê uma espreitadela. Afinal, não custa nada!


Sabiam que o Dia Mundial da Poesia se cruza com o Dia Mundial das Florestas? Pois ficam a saber!

Pelo terceiro ano as BLX (Bibliotecas de Lisboa) e a Estufa Fria juntam-se para celebrar o próximo dia 21 de Março associando a natureza à poesia.

Vão haver actividades para toda a família! Fadas, poemas, leituras, canções... Todo um dia dedicado à brincadeira e à cultura, à rima e à descoberta.

É de aproveitar! Vamos lá!

Saibam mais sobre esta maravilhosa iniciativa aqui.

Ah! E não se esqueçam de ser felizes :)



Citações

"O Crisóstomo disse ao Camilo: todos nascemos filhos de mil pais e mais mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo. Como se os nossos mil pais e mais as nossas mil mães coincidissem em parte, como se fôssemos por aí irmãos, irmãos uns dos outros. Somos o resultado de tanta gente, de tanta história, tão grandes sonhos que vão passando de pessoa a pessoa, que nunca estaremos sós."

in "O filho de mil homens", de Valter Hugo Mãe (2011)