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A iniciativa chama-se Flybraries e chegou aos voos nacionais. A companhia aérea Easyjet "equipou" os seus aviões com 17.500 cópias de livros infantis, traduzidos para 7 idiomas, incluindo português. Uma verdadeira biblioteca voadora que tanto os miúdos como os pais vão decerto gostar.

Entre os livros disponíveis podemos encontrar Alice no País das Maravilhas, O Livro da Selva, Peter Pan, entre outros. Portanto, coisas que muitos adultos, como eu, não se importariam de ler ou reler também...

Uma iniciativa de louvar, visto todos sabermos a importância da leitura. Para além disso, sendo um espaço fechado e tendo as crianças de ocupar o tempo, pegarem num livro para se entreterem poderá fazer toda a diferença, e poderá nascer um novo hábito naquelas que são mais resistentes à leitura. De acordo com os mais recentes resultados do PIRLS, os alunos portugueses do 4º ano pioraram o seu rendimento na leitura desde 2011 e estão abaixo da média europeia.

Muitos parabéns à Easyjet! Podem conhecer mais dados e a iniciativa aqui.

O Diana Bar, na Póvoa de Varzim, abriu portas em 1940. Tornou-se um marco na região e um ponto de encontro para várias figuras da cena nacional, como Agustina Bessa-Luís ou Manoel de Oliveira. O cliente mais assíduo era José Régio, que tinha ali assento reservado, e que, quem sabe inspirado na possibilidade de ver o mar pelas grandes janelas, ali escreveu muitas obras.

Infelizmente, nos anos 90, quando o fundador do espaço morreu, o Diana Bar também foi morrendo. A Câmara Municipal restaurou o espaço e ele é hoje uma biblioteca que manteve grande parte da sua estrutura. Quem visita não pode deixar de reparar que a mesa e a cadeira de José Régio se mantêm por lá, em homenagem sentida.

Mais do que feliz pela existência de um novo espaço de leitura, agrada-me tanto este perservar das nossas raízes e da nossa cultura, tão, mas tão raro, que merece a nossa menção e os parabéns.

Saiba mais no site do JN.


Vão fechar mais três livrarias históricas no centro de Lisboa. Isto é triste, muito triste, e dá-nos vontade de chorar. Com a atualização de rendas impossível de suportar e o consequente despejo por parte dos senhorios, as livrarias Trindade, Campos Trindade e o Centro Antiquário do Alecrim vão fechar portas.

Com mais de 30 anos de actividade, as livrarias vão ter de fechar até setembro. Portanto, tem até lá para fazer uma visita de despedida. Também é uma despedida do comércio tradicional, que desapareceu quase completamente, em nome do capitalismo desmedido, da exploração máxima da nossa capital que virou moda. E não há problema nenhum com o facto de estar na moda - simplesmente, quando virem que já não é uma cidade tão tradicional e com costumes tão enraizados, vai deixar de o ser. E aí, será demasiado tarde.

O carisma está a desaparecer do centro de Lisboa. A nossa identidade, a verdadeira tradição, a cultura. A cidade está vergada a uma única actividade - o turismo. Temos muita pena.

Saibam mais aqui.



Palavras para quê?

Obrigada por provares que não há impossíveis e que se tu, de todas as pessoas do mundo, tinhas motivos para sorrir e a força da certeza absoluta que tudo é possível , então quem somos nós para duvidar?

Aqui fica uma boa lembrança, como todas as que nos deixou.
Com o humor que lhe era tão especialmente característico e tão inesperado de encontrar em alguém com uma vida tão inevitavelmente séria.

Que todos se recordem do Génio e do Homem.

"O Velho e o Mar" de Ernest Hemingway é um marco literário inegável. Primeiro, pela sua simplicidade;  segundo pelo simbolismo da sua narrativa. Santiago, o velho e solitário pescador cubano, entra mar (d'alma) a dentro nos nossos corações como que nos relembrando de lutas que ainda estão por vir mas que certa e inevitavelmente virão. 

Esta fantástica obra existe em versão novela gráfica, numa banda desenhada nascida da adaptação livre da obra de Hemingway, pelas mãos de Thierry Murat. Apenas recentemente tive conhecimento desta edição e logo procurei saber mais, acima de tudo porque sempre me nasceu a curiosidade sobre se a forma como imagino as palavras, as imagens literárias, é semelhante à de outras pessoas. Será que sonho as frases de forma diferente? Será que todos vivemos o mesmo filme mental quando lemos uma determinada obra?

Na proximidade do Dia do Pai, esta é uma excelente ideia de oferta: uma forte adaptação visual de uma das obras mais reconhecíveis da literatura mundial. É de aproveitar que a novela gráfica encontra-se em promoção no site Wook.pt e com portes grátis. Com uma obra desta qualidade, não há como falhar na prenda. Imperdível.

Um pouco mais sobre o título nesta notícia do Diário de Notícias.


Rasgo de Sol em tempestades,
é o que tu és.
Raízes de árvore que não cede,
apenas tolda para dar os seus frutos,
é o que tu és.

Se te imaginas fraca,
como se de ti tivessem tirado à força
os filhos, o futuro,
não chores.
És a força dos rios e esses seguem sempre
em frente, no seu caminho,
tal como tu, até ao mar que te espera.

Nesse mar serás peixe, serás alga,
e a espuma das marés.
Serás o sal que seca na pele.
É isso que tu és. 
O sal, o sabor,
a textura de tudo o que é, foi e será.

De ti tudo nasce, em ti nada morre,
nada se esquece, tudo se vinca,
como as noites mal dormidas a tratar dos teus.

Em ti tudo floresce, tudo brota, de ti tudo vem,
és a Mãe, a Filha, a Servente e a Rainha.
És tudo Mulher, por isso nunca te faças nada,
por que sem ti nada será.

Vai.
Agora.
Sê muito,
sê tudo,
sê Mulher.

Em Ancara, na Turquia, os homens responsáveis pela recolha do lixo começaram a guardar os livros que por lá encontravam. A ideia era que fossem para uso próprio e das suas famílias, mas a quantidade começou a aumentar e várias pessoas começaram a participar, e com o apoio da Câmara, os livros que estavam destinados a um triste fim têm uma nova vida numa antiga fábrica de tijolos.

À medida que o projecto foi ganhando notoriedade, várias pessoas foram entregando livros aos funcionários da câmara, e a biblioteca, que abriu em setembro, já tem uma colecção com mais de 6.000 livros.

O lugar dos livros não é no lixo - é longe dele. Não compreendo as pessoas que são capazes de os jogar fora. O lixo de uns é o tesouro de outros. Este caso teve um final feliz devido à lucidez e vontade destes funcionários que estão de parabéns. Se tiver livros que já não quer entregue-os na biblioteca municipal mais perto. Mesmo que estejam em mau estado, eles recuperam o melhor que podem e passam a estar disponíveis para outras pessoas, a quem possam inspirar e fazer companhia como já fizeram a si.

Outra hipótese é doar os livros a instituições juvenis, seniores, e outras; e ainda outra, é dá-los a projectos de caridade que façam rifas ou feirinhas para angariar dinheiro. Lembre-se: nada se perde, tudo se transforma!

Notícia aqui.


De dia 01 a dia 03 de março o espaço associativo Mob vai realizar uma Feira do Livro Nocturna com imensas promoções ideais para adquirir mais uns títulos para a biblioteca pessoal.

Das 16h00 às 24h00 nas instalações do espaço na zona do Intendente em Lisboa todos os livros vão ter desconto. É uma excelente maneira de poupar e conhecer um pouco melhor o movimento social e comunitário do Mob. 

Podem saber mais sobre este evento (e outros bem interessantes!) na página do Facebook Mob - espaço associativo.


Lisboa respira cultura e foi poiso de alguns dos mais importantes escritores lusitanos. Em fevereiro vão existir passeios literários pela cidade que são uma celebração da herança que eles nos deixaram e uma lembrança dos seus caminhos.

Dia 9 será celebrado José Saramago com um passeio que começa no Largo São Domingos e que termina na Casa dos Bicos. Nos dias 10 e 27 a atenção vai para Fernando Pessoa num percurso que vai desde o Largo de São Carlos até ao Martinho da Arcada. A figura central do dia 23 é Camões, num passeio que vai desde o Largo de Camões ao Pátio do Tijolo.

Prometem-se muitas curiosidades e aprendizagem, nesta ideia que é uma viagem fantástica pela nossa cultura. Aproveite e inscreva-se através do email lisboa.cultural@cm-lisboa.pt.
Mais no site da Timeout.




Os movimentos #TimesUp  e #MeToo têm dado muito que falar nos últimos tempos. A defesa dos Direitos das Mulheres (palavras capitalizadas pelas vozes que se erguem ), exposta e publicitada nas redes sociais e restantes meios de comunicação, está a abalar os pilares de Hollywood. Igualdade, respeito, honra, valorização, reconhecimento... palavras que já deviam andar lado a lado com a palavra Mulher começam agora a ser bastiões da mudança em direcção a uma sociedade mais completa e equilibrada.

Por isto, não haverá melhor momento do que este para ler (ou reler) "A Letra Escarlate" de Nathaniel Hawthorne. Um dos maiores clássicos da literatura e que nos conta a história de Hester Prynne, uma mulher que é condenada a usar a letra "A" escarlate no peito como pena por ter cometido adultério. Hester está grávida mas recusa-se a dizer quem é o pai e por isso carrega sozinha nos seus ombros o peso da vergonha e no seu peito a marca do pecado.

Nathaniel Hawthorne leva-nos a Salem no século XVII e a uma sociedade puritana e colonial onde qualquer desvio social era um pecado merecedor da maior humilhação. Hester foi ostracizada, juntamente com a criança que nasceu do adultério, Pearl. Ao longo da narrativa assistimos à luta de Hester em defesa da réstia de honra que a humilhação social não lhe roubou, enquanto a sua filha cresce no seio do estigma social de ser o fruto do pecado. Haverá esperança de redenção? Será que algum dia vão parar de apontar dedos cheios de ódio alimentado pelo extremismo religioso? Já alguém sábio contava que "o inferno são os outros"...

Pode dizer-se que Hester nasceu na pior das épocas no que diz respeito à desigualdade de género e preconceitos sociais, mas a verdade é que, apesar das conquistas feitas ao longo da história, ainda  e tristemente conseguimos ver tanto de actual na sua vida que parece que o tanto que mudou ainda está longe de ser o bastante. 

As mulheres continuam a temer represálias sociais se disserem que foram assediadas por homens poderosos e eloquentes, tal como Hester temeu acrescidas represálias quando lhe foi pedido para confessar quem era o pai da criança. No entanto, tal como Hester, chegou o momento das mulheres recusarem as imposições sociais e os julgamentos. Chegou o momento de fincar o pé e subir o tom de voz para que se saiba que acabou o tempo das humilhações e do medo.

Juntem-se as vozes, o silêncio acabou.

Letra Escarlate (eBook The Scarlet Letter)
De: Nathaniel Hawthorne
Ano: 1850 (edição 2015)
Editora: Wisehouse Classics
Páginas: 161
A nossa pontuação: ★★★★★

Disponível em eBook gratuito no site da Amazon





... fica a vontade de ficarmos aninhados no sofá a ouvir a chuva e a ler um bom livro enquanto o cheiro do café quente nos aquece a alma.
Sou produto da geração Vitinho. Nascida nos anos 80, cresci com ele e ficou-me marcado na memória. Numa altura em que só havia dois canais de televisão, é normal que a minha geração se lembre do boneco com carinho.

José Maria Pimentel, o designer que o criou, nunca imaginou a repercussão que o Vitinho viria a ter, quando foi inicialmente pensado apenas para viver numa publicidade. Aproveitando agora que a geração Vitinho está na fase de criar família, o designer, que já lançou uma colecção de livros para crianças, vai lançar também um volume maior para os pais. No fundo, serão estes os maiores promotores do boneco que marcou a televisão nos anos 80. Será uma antologia de 30 anos de Vitinho.

Agora, os graúdos também podem dormir mais descansados :) Saiba mais aqui.


Hoje, um dos meus escritores favoritos faz 46 anos. Parabéns ao Valter Hugo Mãe, e que nos continue a agraciar com as palavras mais belas e sábias, espalhando a graciosidade da língua portuguesa por aí. O livro "O Filho de Mil Homens" há-de ficar sempre no meu coração como o primeiro livro que me fez chorar.

Li pela primeira vez este livro há cerca de 7 anos. Na altura revolucionou a minha maneira de pensar e compreender as escolhas que fazemos enquanto consumidores e como essas escolhas afetam a nossa qualidade de vida e o meio ambiente.

Duane Elgin é um autor e orador americano conhecido pelos seus estudos e intervenções ativistas onde aborda o tema da simplicidade como modelo para um estilo de vida mais equilibrado, sustentável e consciente. Em "Voluntary Simplicity", cujo titulo acrescenta "Toward a Way of Life That Is Outwardly Simple, Inwardly Rich",  Elgin clarifica e desmistifica o conceito de vida simples, comprovando através de estudos e uma vasta lista de referências que escolher uma vida menos complexa não é sinónimo de pobreza ou restrição, mas sim de conexão com o que é realmente importante : as relações humanas e a natureza.

Através da exposição dos mais vários testemunhos de pessoas das mais diversas profissões, graus académicos e motivações, Elgin fala de simplicidade com a simplicidade que ela exige, optando por educar por exemplo os leitores que pretendem mudar de vida e escapar às teias do consumismo, optando por uma alimentação e um comportamento mais adaptado às reais necessidades do Ser Humano. Precisaremos de tanta coisa para ser felizes ou estaremos apenas a tentar preencher as nossas vidas de barulho e coisas para esconder os buracos que uma sociedade fragmentada causa?

Numa altura em que as notícias parecem atoladas de desastres ambientais e em que o Irma está a devastar cidades, já para não falar de todos os incêndios, vagas de calor mortíferas e secas históricas, este livro não poderia ser uma leitura mais obrigatória.

Há que ter em conta que esta obra foi escrita em 1981, altura em que a incredulidade em relação às consequências ambientais das nossas escolhas era mais forte do que a previsão fatalista de um mundo onde o clima passaria a ser o nosso maior inimigo. Li em 2010 a edição que fora revista em 1993, ainda longe deste mega boom da internet que faz com que estejamos em Portugal a ler sobre um tsunami a milhares de quilómetros de distância. É, por isso, impressionante (e triste) perceber que ignorámos alertas durante mais de 30 anos...

Nunca é tarde demais para mudar. Ler este livro pode ser o primeiro passo.

Voluntary Simplicity
De: Duane Elgin
Ano: 1981 ( revisto em 1993)
Editora: Harper ( edição 2010)
Páginas: 380

A nossa pontuação: ★★★★☆

Disponível no site Wook na versão portuguesa e na Amazon na versão original .







Chama-se "Back to Hogwarts" e não é por acaso, já que no mês que vem é o "Back to School" e os alunos precisam de roupa nova...

É uma linha de roupa e acessórios inspirada na saga do Harry Potter e tem tshirts, casacos, camisas, e acessórios como malas e carteiras. E, não sendo fã do feiticeiro, até acho piada a algumas destas peças.

Por casa 10 dólares em compras é oferecida uma refeição à Feeding America, por isso há ainda mais razões para se encher de estilo.

Via Hypeness






Não vou para a praia sem o meu livro, isso é certo. Mas se me esquecesse dele (Deus me livre!) preferia estar numa praia com biblioteca para poder matar o bichinho da leitura.

O site NiT fez um apanhado das praias que vão ter bibliotecas de Verão instaladas em praias de Norte a Sul do país, e totalmente grátis, e nós gostamos disso!

Para consultar aqui.


200 anos se passaram desde a morte de Jane Austen e em jeito de homenagem a escritora vai ter o seu rosto e uma das suas personagens nas notas de 10 Libras. A partir de 14 de setembro, a autora de, por exemplo, Orgulho e Preconceito, uma das obras mais importantes de sempre, vai ser lembrada desta forma e também numa nova moeda de 2 Libras.

Jane Austen torna-se assim na primeira autora a ter a ser homenageada desta forma. No entanto, há uma curiosidade caricata e que está a levantar alguma polémica. Foi incluída uma citação de Orgulho e Preconceito: "I declare after all there is no enjoyment like reading!" - à partida uma boa frase para ser colocada. Só que no livro é proferida por uma personagem que odeia ler, e que apenas o diz para se aproximar de Mr. Darcy...

Independentemente disso é uma óptima homenagem pelo Banco de Inglaterra.

Via The Guardian

Acalmem-se corações ansiosos, sosseguem almas inquietas! A nova temporada de Game of Thrones estreia já no próximo mês, dia 17, no canal Syfy.

Depois de tanta espera finalmente o Inverno mais desejado está prestes a entrar-nos pelo ecrã com a sua neve de intrigas e tempestades de personagens sanguinárias. Como este blog tem a sua componente de serviço público, cabe-nos informar que quem perdeu um ou outro episódio das últimas temporadas não precisa mais de entrar em modo auto-punitivo: todas, repito, TODAS as temporadas completas vão ser emitidas no canal Syfy de 11 a 16 de Julho.

Preparem as pipocas, vai ser uma maratona épica! E para quem nunca viu a série, bem... está na hora de corrigir isso!*



*Aviso! Caso não procedam à correcção: não nos responsabilizamos se forem perseguidos mortalmente por white walkers ou se forem condenados a casar com a Cersei ou se forem comidos pelos dragões enquanto a Daenerys pega fogo às vossas coisas. Fica o aviso. 

O Centro Nacional de Cultura abraça mais uma edição do projecto Disquiet, que traz ao nosso país cerca de 90 escritores norte-americanos que, durante 15 dias, vão participar numa Universidade de Verão onde os autores vão ter "um contacto tão abrangente quanto possível com diferentes aspetos da cultura portuguesa, destacando naturalmente o literário, dando-lhes assim a oportunidade de conviver com escritores e poetas lusófonos de diversas gerações, instituições ligadas à cultura portuguesa, etc.”, segundo o CNC.

Esta iniciativa fantástica conta também com autores portugueses convidados como José Luís Peixoto e Gonçalo M. Tavares e pretende aproximar as culturas, possibilitando aos visitantes a oportunidade de criar laços e desenvolver conhecimentos que serão uma mais-valia evidente para a criação literária.

Saibam mais sobre o Disquiet 2017 no site oficial do CNC e aproveitem para conhecer melhor os escritores e formadores convidados, os eventos paralelos e o programa completo de dia 25 de Junho a 07 de Julho. Visitem também o site oficial do Disquiet que é puramente brilhante. 


Esta publicação nasce do amor que sinto por esta música e como uma homenagem ao autor Manuel Alegre que, finalmente, depois de décadas a cantar a liberdade nos seus versos foi honrado com o Prémio Camões. Parabéns ao poeta, aqui cantado na voz de Carlos do Carmo. Eterno.

Eu podia chamar-te pátria minha
dar-te o mais lindo nome português
podia dar-te um nome de rainha
que este amor é de Pedro por Inês.

Mas não há forma não há verso não há leito
para este fogo amor para este rio.
Como dizer um coração fora do peito?
Meu amor transbordou. E eu sem navio.

Gostar de ti é um poema que não digo
que não há taça amor para este vinho
não há guitarras nem cantar de amigo
não há flor não há flor de verde pinho.

Não há barco nem trigo não há trevo
não há palavras para dizer esta canção.
Gostar de ti é um poema que não escrevo.
Que há um rio sem leito. E eu sem coração.