Livros que dão origem a filmes há aos pontapés; já casos de filmes que inspiram livros são mais raros. Mas é este o caso. O livro "Alien - O 8º Passageiro" é baseado no argumento original do filme.

Quase todos já viram o filme, é daqueles clássicos imperdíveis e que vão ficar para sempre na história do cinema. Escuso de contar a história. O que posso dizer é que, ainda assim, vale a pena ler o livro. Mesmo tendo visto o filme tantas vezes, não deixou de ser super emocionante. E percebemos melhor os sentimentos que atravessam os personagens, os seus medos e desconfianças. Sabemos o que lhes passa pela cabeça sem a necessidade da vocalização ou expressão física.

E é muito mais completo. Provavelmente cortaram muitas cenas do filme para não ficar demasiado longo, porque há situações bastante significativas no livro que não constam na película. Depois de ter terminado a leitura, revi o filme e, pela primeira vez nestas décadas de Alien, senti que faltava qualquer coisa.

É uma adaptação notável de Alan Dean Foster, sem dúvida.

Alien - O 8º Passageiro
De: Alan Dean Foster
Ano: 1979
Editora: Publicações Europa-América
Páginas: 200

A nossa pontuação: ★★★★☆
Disponível no site Wook.

Robin Sharma é um dos autores motivacionais mais influentes e mais lidos da actualidade. É dono de um dom único para ir de encontro às necessidades mais prementes dos seus leitores e possibilitar a todos estratégias simples de desenvolvimento pessoal.

É o autor de um dos mais conhecidos livros do mercado do Coaching "O Monge que Vendeu o Seu Ferrari" e tem sido mestre para muitas pessoas que procuram mudar de vida: emprego, relações amorosas, conflitos internos. Hoje falamos da obra "O Santo, o Surfista e a Executiva", que nos leva pelos caminhos da excelência pessoal através da história de Jack Valentine, um jovem de carreira promissora que sofre um acidente de viação que vai mudar a sua vida.

Jack, como muitos de nós, quer resposta às dúvidas mais comuns na sociedade actual: como posso ser mais feliz, dar mais aos outros, ser mais pleno e mais verdadeiro? Estas respostas vão ser acordadas dentro de si por três mestres que vão partilhar com Jack o caminho para Si Mesmo e, consequentemente, para a Felicidade.

Será Jack capaz de vencer os seus medos e a sua desconfiança natural e embarcar numa viagem inesperada pelo mundo? Terá ele coragem para enfrentar os desafios e mudar de vida e, acima de tudo, de pensamento e atitude?... E nós, seremos capazes?

"O Santo, o Surfista e a Executiva", um livro de aprendizagem essencial para quem quer crescer por dentro de tal forma que a sua vida exterior seja um reflexo da magnificência da interior.


O Santo, o Surfista e a Executiva
De: Robin Sharma
Ano: 2014
Editora: 11 x 17
Páginas:272

A nossa pontuação: ★★★★☆

Disponível no site Wook onde podem ler uma pequena amostra do livro.





Quem trabalha ou já trabalhou num escritório já sentiu o que é odiar alguém que temos de ver todos os dias; ou assistiu a comportamentos insólitos, bisbilhotice elevada ao cubo, e muito mais. Este livro é um relato exaustivo de alguns dias passados numa agência de publicidade, que, ainda por cima, está a passar por maus momentos e vê os despedimentos tornarem-se também assunto do dia.

Facadinhas nas costas, empregados obcecados pelo trabalho e outros obcecados com as pausas, muitas conversas na copa, técnicas para parecer que se está cheio de trabalho, colaboradores enraivecidos e com desejos de vingança, romances sórdidos no escritório, tudo isto e mais se passa neste livro, que já foi comparado com a série The Office.

Tem partes muito divertidas e faz soltar umas gargalhadas, especialmente a quem, como eu, trabalha em escritório e sente empatia com as várias situações e se consegue ver na pele de alguns personagens.

A narrativa não segue uma situação ou enredo específico, estando "all over the place" todo o tempo, e talvez seja a parte mais negativa. É um livro longo e que descreve todas as situações muito ao pormenor, e quando não existe uma linha de pensamento e seguimento na narrativa pode aborrecer um pouquinho. Mas gostei!

Então Chegámos ao Fim
De: Joshua Ferris
Ano: 2007
Editora: Casa das Letras
Páginas: 360

A nossa pontuação: ★★★☆☆
Disponível no site Wook.
A primeira história do urso Paddington foi escrita em 1958. E o seu autor, Michael Bond, que faleceu há poucos dias, escreveu praticamente até ao fim da vida, tendo lançado a última aventura do adorável urso em Abril último.

Michael Bond partiu aos 91 anos, e deixou com ele uma das personagens mais acarinhadas de sempre que até teve adaptação cinematográfica há poucos anos. O urso natural do Peru e que adora marmelada é um exemplo de entusiasmo e optimismo que marcou várias gerações.

Que descanse em paz.


Acalmem-se corações ansiosos, sosseguem almas inquietas! A nova temporada de Game of Thrones estreia já no próximo mês, dia 17, no canal Syfy.

Depois de tanta espera finalmente o Inverno mais desejado está prestes a entrar-nos pelo ecrã com a sua neve de intrigas e tempestades de personagens sanguinárias. Como este blog tem a sua componente de serviço público, cabe-nos informar que quem perdeu um ou outro episódio das últimas temporadas não precisa mais de entrar em modo auto-punitivo: todas, repito, TODAS as temporadas completas vão ser emitidas no canal Syfy de 11 a 16 de Julho.

Preparem as pipocas, vai ser uma maratona épica! E para quem nunca viu a série, bem... está na hora de corrigir isso!*



*Aviso! Caso não procedam à correcção: não nos responsabilizamos se forem perseguidos mortalmente por white walkers ou se forem condenados a casar com a Cersei ou se forem comidos pelos dragões enquanto a Daenerys pega fogo às vossas coisas. Fica o aviso. 
Com esta opção, nunca se está mal acompanhado...


Ah pois é... esta até já me calhou. Ficarem indignados por eu pegar num livro, e depois não tiram os olhos dos telemóveis! Que lata! Mais valia pegarem em livros também...





Ora aqui está um clássico intemporal imperdível. O livro, lançado em 1842, conta a história de Júlia em várias fases da sua vida. Está dividido em seis partes, cada uma correspondendo a uma idade e fase desta mulher que carrega em si um peso enorme do início ao fim.

Contrariando os conselhos do pai, casa com o homem errado
Ainda era uma jovem quando se apaixonou pelo coronel Vitor D´Aiglemont. Contra todos os avisos do pai, que tentou por todos os meios dissuadi-la de o fazer, acabou por casar com ele, e não demorou muito até dar razão ao progenitor. Viu-se presa num casamento sem cor com um homem de integridade duvidosa que não fazia o mínimo esforço para compreender a mulher.

Um jovem inglês misterioso aparece na sua vida
A um certo momento, um jovem inglês aparece na vida de Júlia, que fica lisonjeada por aquilo que parece ser um interesse romântico por ela, mas nada ela pode fazer, afundando-se num sentimento de obrigação e lealdade perante o marido. Infeliz, prossegue a sua vida até o inglês aparecer de novo, desta vez tornando-se um amigo da família e, como tal, mais perto do coração de Júlia.

A vida de Júlia prossegue com um grande peso
Os anos vão passando, Júlia e o marido vão-se evitando, mudam várias vezes de local devido às exigências da guerra, e até acabam por ter filhos. Mas vivendo vidas cada vez mais separadas, Júlia apaixona-se novamente por outro homem, mas uma grande desgraça vai bater-lhe à porta, atirando-a ainda mais para o abismo e nada parece fazê-la conseguir sorrir de novo. Vemos as décadas passar por esta mulher à medida que os filhos vão crescendo e algumas pessoas à sua volta vão desaparecendo.

Gosto destas histórias trágicas e que retratam tempos bem diferentes daqueles que vivemos. Aqui, principalmente, quando a mulher era abalada pela infelicidade mas escolheu uma vida recatada, calma e serena, aceitando a sua depressão, fazendo esta já parte da sua personalidade. As descrições, tanto dos vários cenários, das casas, das roupas, e também, claro, dos sentimentos, são de um realismo fantástico e raro. A narrativa é densa mas nunca baixa o ritmo, pelo que não se torna cansativa.

A nota final tem de ser dirigida ao foro psicológico desta personagem feminina, numa abordagem rara em que esta é vítima mas ao mesmo tempo a culpada da sua depressão. Punindo-se a ela primeiro, e aos que a rodeiam depois, carrega uma aura de mártir desnecessária que nem a sua beleza consegue esconder.

A Mulher de Trinta Anos
De: Honoré de Balzac
Ano: 1842
Editora: Difel
Páginas: 180

A nossa pontuação: ★★★★☆
Disponível no site Wook.

O Centro Nacional de Cultura abraça mais uma edição do projecto Disquiet, que traz ao nosso país cerca de 90 escritores norte-americanos que, durante 15 dias, vão participar numa Universidade de Verão onde os autores vão ter "um contacto tão abrangente quanto possível com diferentes aspetos da cultura portuguesa, destacando naturalmente o literário, dando-lhes assim a oportunidade de conviver com escritores e poetas lusófonos de diversas gerações, instituições ligadas à cultura portuguesa, etc.”, segundo o CNC.

Esta iniciativa fantástica conta também com autores portugueses convidados como José Luís Peixoto e Gonçalo M. Tavares e pretende aproximar as culturas, possibilitando aos visitantes a oportunidade de criar laços e desenvolver conhecimentos que serão uma mais-valia evidente para a criação literária.

Saibam mais sobre o Disquiet 2017 no site oficial do CNC e aproveitem para conhecer melhor os escritores e formadores convidados, os eventos paralelos e o programa completo de dia 25 de Junho a 07 de Julho. Visitem também o site oficial do Disquiet que é puramente brilhante. 


Esta publicação nasce do amor que sinto por esta música e como uma homenagem ao autor Manuel Alegre que, finalmente, depois de décadas a cantar a liberdade nos seus versos foi honrado com o Prémio Camões. Parabéns ao poeta, aqui cantado na voz de Carlos do Carmo. Eterno.

Eu podia chamar-te pátria minha
dar-te o mais lindo nome português
podia dar-te um nome de rainha
que este amor é de Pedro por Inês.

Mas não há forma não há verso não há leito
para este fogo amor para este rio.
Como dizer um coração fora do peito?
Meu amor transbordou. E eu sem navio.

Gostar de ti é um poema que não digo
que não há taça amor para este vinho
não há guitarras nem cantar de amigo
não há flor não há flor de verde pinho.

Não há barco nem trigo não há trevo
não há palavras para dizer esta canção.
Gostar de ti é um poema que não escrevo.
Que há um rio sem leito. E eu sem coração.