A Dra. Temperance Brennan é antropóloga, especialista em ossos, e colabora com várias entidades para chegar ao fundo das questões que os envolvem. Este livro começa com 'Tempe' a desenterrar três esqueletos da cave húmida de uma pizzaria.
À medida que vai analisando o conjunto de ossos que tem à sua frente descobre pormenores macabros, como o facto de pertencerem a três jovens raparigas. Enfrentando as suas chefias, que não acreditam que estes ossos sejam recentes, ela vai mostrar a sua garra e sagacidade para chegar ao fundo da questão sobre o que lhes aconteceu, e descobrir muito mais do que pensava, enredando-se num esquema negro do qual vai ter de batalhar para sair incólume.
A ação decorre a um bom ritmo, e a autora tem aquele talento de nos deixar com vontade de saber o que virá no próximo capítulo. As personagens são bem construídas e temos pontos para nos agarrarmos a todas elas. Os pormenores negros e macabros da história dão-lhe aquele choque necessário para justificar toda a acção.
E agora podem estar a pensar que conhecem estes pormenores de algum sítio... pois é. Foi inspirada nos livros desta autora que a série Ossos foi criada. Este é apenas um volume dos vários que envolvem a Dra. Temperance e que inspiraram a série mundialmente conhecida. Até gostei do livro (mais do que da série) e se apanhar outro volume na biblioteca vou equacioná-lo.
Ossos Perdidos
De: Kathy Reichs
Ano: 2007
Editora: Texto Edtores
Páginas: 286
Disponível no site Wook
A nossa pontuação: ★★★☆☆
Ora aqui está um grande clássico da literatura mundial que quase todos conhecem, nem que seja de ouvir falar. Precursora do romantismo, a obra é auto-biográfica, embora nomes e lugares tenham sido alterados, bem como o trágico final.
O narrador, através de cartas enviadas ao seu amigo Wilhelm, transmite-nos uma das mais poderosas e assoberbadas histórias de amor de sempre. Assim que Werther meteu os olhos em Charlotte o seu mundo mudou. O rosto e os olhos dela passaram a ser tudo o que ele queria ver; tocar-lhe, nem que fosse ao de leve, ao passar por ela, fazia o seu dia; ouvi-la, vê-la sorrir e interagir com os pequenos irmãos enchia-lhe o coração de um amor terno que nunca havia sentido.
Mas Charlotte estava prometida a outro homem - Albert. A cada dia que passava, Werther percebia que ela nunca seria dele, mas mesmo assim não era capaz de se afastar nem de parar de sonhar com ela e em tê-la nos braços. A sua luta interior é palpável e tangível e pressagia um fim negro. Tudo é trágico - o seu sentimento que nunca terá o retorno pretendido, a sua vontade em acabar com tudo, as suas tentativas falhadas de afastamento. Tudo é elevado aos píncaros mais altos da paixão suprema, e não podemos deixar de sentir a comoção deste homem e sentirmos remorso por ele.
Esta história foi tão forte que na altura gerou uma onda de suicídios chamada de "efeito Werther", e as paixões assolapadas e impossíveis nunca mais foram as mesmas. Vale a pena ler, se ainda não o fez, não só pela mítica história como pelo modo que está criada, numa linguagem e com um cuidado que se perderam no tempo.
Werther
De: Johann Wolfgang von Goethe
Ano: 1774
Páginas: 176
Editora: Guimarães Editores
A nossa pontuação: ★★★★☆
Disponível no site Wook.
O narrador, através de cartas enviadas ao seu amigo Wilhelm, transmite-nos uma das mais poderosas e assoberbadas histórias de amor de sempre. Assim que Werther meteu os olhos em Charlotte o seu mundo mudou. O rosto e os olhos dela passaram a ser tudo o que ele queria ver; tocar-lhe, nem que fosse ao de leve, ao passar por ela, fazia o seu dia; ouvi-la, vê-la sorrir e interagir com os pequenos irmãos enchia-lhe o coração de um amor terno que nunca havia sentido.
Mas Charlotte estava prometida a outro homem - Albert. A cada dia que passava, Werther percebia que ela nunca seria dele, mas mesmo assim não era capaz de se afastar nem de parar de sonhar com ela e em tê-la nos braços. A sua luta interior é palpável e tangível e pressagia um fim negro. Tudo é trágico - o seu sentimento que nunca terá o retorno pretendido, a sua vontade em acabar com tudo, as suas tentativas falhadas de afastamento. Tudo é elevado aos píncaros mais altos da paixão suprema, e não podemos deixar de sentir a comoção deste homem e sentirmos remorso por ele.
Esta história foi tão forte que na altura gerou uma onda de suicídios chamada de "efeito Werther", e as paixões assolapadas e impossíveis nunca mais foram as mesmas. Vale a pena ler, se ainda não o fez, não só pela mítica história como pelo modo que está criada, numa linguagem e com um cuidado que se perderam no tempo.
Werther
De: Johann Wolfgang von Goethe
Ano: 1774
Páginas: 176
Editora: Guimarães Editores
A nossa pontuação: ★★★★☆
Disponível no site Wook.
"So Let It Be Written" é uma parte da música Creeping Death, uma das mais conhecidas e poderosas músicas dos Metallica, e agora é também o título da biografia não autorizada de James Hetfield, o vocalista da mítica banda.
Da autoria de Mark Eglinton e com prefácio do vocalista dos Testament, o livro será editado em abril deste ano. Para os que mal podem esperar já foi disponibilizada uma amostra aqui.
O livro contará a história do vocalista e guitarrista e também da banda, desde o momento em que foram pioneiros no heavy metal até se tornarem nuns dos maiores deuses deste tipo de música. James terá tido de ultrapassar variadas situações, umas que são conhecidas do público e outras que ainda são segredo, até se ter tornado no ídolo que é hoje, no líder incontestável de uma das maiores bandas do mundo. Os seus fãs vão decerto adorar esta prenda de Páscoa! Eu, decerto, irei!
Da autoria de Mark Eglinton e com prefácio do vocalista dos Testament, o livro será editado em abril deste ano. Para os que mal podem esperar já foi disponibilizada uma amostra aqui.
O livro contará a história do vocalista e guitarrista e também da banda, desde o momento em que foram pioneiros no heavy metal até se tornarem nuns dos maiores deuses deste tipo de música. James terá tido de ultrapassar variadas situações, umas que são conhecidas do público e outras que ainda são segredo, até se ter tornado no ídolo que é hoje, no líder incontestável de uma das maiores bandas do mundo. Os seus fãs vão decerto adorar esta prenda de Páscoa! Eu, decerto, irei!
Através de uma linguagem leve, mas acutilante, o escritor israelita Etgar Keret descreve sete anos da sua vida. Tal como o título indica, foram Sete Anos Bons, que nos são contados desde o nascimento do seu filho, Lev, até à morte do pai.
E apesar de o seu filho ter nascido quase no meio de um atentado terrorista, e apesar do peso do cancro que o seu pai carregou nesses anos, é com uma visão positiva da vida que somos presenteados. É-nos contado, através de pequenas histórias, o crescimento do filho, com episódios cómicos e caricatos que caracterizam as tenras idades. Passeamos por Israel, conhecemos os cheiros, as ruas, aprendemos mais sobre o judaísmo pela primeira pessoa, visto que os pais do escritor são sobreviventes do holocausto. Assistimos à reunião familiar com os irmãos depois da morte do pai, irmãos esses que escolheram uma vida completamente diferente da dele.
E sob um olhar religioso, com algum humor negro à mistura e um grande jeito para contar histórias (não fosse o autor conhecido pelas suas curtas) é um livro excelente que se lê num instante, e que nos dá a conhecer tanto, até ficarmos de coração e espíritos cheios.
Sete Anos Bons
De: Etgar Keret
Ano: 2013
Editora: Sextante
Páginas: 184
Disponível no site Wook.
A nossa pontuação: ★★★★☆
E apesar de o seu filho ter nascido quase no meio de um atentado terrorista, e apesar do peso do cancro que o seu pai carregou nesses anos, é com uma visão positiva da vida que somos presenteados. É-nos contado, através de pequenas histórias, o crescimento do filho, com episódios cómicos e caricatos que caracterizam as tenras idades. Passeamos por Israel, conhecemos os cheiros, as ruas, aprendemos mais sobre o judaísmo pela primeira pessoa, visto que os pais do escritor são sobreviventes do holocausto. Assistimos à reunião familiar com os irmãos depois da morte do pai, irmãos esses que escolheram uma vida completamente diferente da dele.
E sob um olhar religioso, com algum humor negro à mistura e um grande jeito para contar histórias (não fosse o autor conhecido pelas suas curtas) é um livro excelente que se lê num instante, e que nos dá a conhecer tanto, até ficarmos de coração e espíritos cheios.
Sete Anos Bons
De: Etgar Keret
Ano: 2013
Editora: Sextante
Páginas: 184
Disponível no site Wook.
A nossa pontuação: ★★★★☆
Já foi em 1995 que o Toy Story foi lançado e tornou-se rapidamente numa história eterna, com muitos valores morais incutidos. A Moleskine lançou uma colecção baseada neste filme e é um amor."Para o infinito e mais além" é daquelas frases que vão ficar para sempre, e sob a perspectiva de que nunca somos demasiado velhos para escrever, desenhar e partilhar palavras esta coleção ganhou vida. O Woody e o Buzz Lightear conquistaram o coração de crianças e adultos, que podem agora perpetuar essa boa recordação que promove, entre outras coisas, a amizade.
Para acompanhar o lançamento foi até criado o vídeo que podem ver em baixo. Saibam tudo no site da Moleskine.
É na primeira pessoa que o Diabo, Príncipe das Trevas, Senhor das Moscas, nos conta a sua história. O Velhadas lá de cima convidou-o para uma experiência - passar um mês na pele de um humano, o escritor Declan Gunn (claramente um anagrama do nome do autor, Glen Duncan) e ele aceitou.
Habituar-se a ter um corpo físico não foi fácil (apesar de que fugir às dores e sofrimento eternos por um bocadinho seja bastante agradável), mas isto de ter necessidades fisiológicas, cinco complicados sentidos e, imagine-se, sono e sonhos, é muito esquisito e novo para o Anjo Caído.
Ora isto é uma chance de redenção, mas Lúcifer toma-o como umas férias. No entanto, aprende que ser humano é mais complicado do que aquilo que parece. Ainda por cima, o corpo receptor pertence a um escritor com ideias suicidas, o que lhe dificulta o trabalho simples de aterrorizar toda a gente.
É um livro com um alto nível de sarcasmo e que provoca imensas gargalhadas. É polémico, provocador, e apresenta versões dos acontecimentos fornecidos pelo catolicismo completamente distorcidas e subversivas. A minha maior crítica é o ritmo da acção - é demasiado alto. Está sempre a acontecer qualquer coisa, os acontecimentos são narrados a velocidade máxima e o pensamento do Diabo não é nada linear. A acção tem vários saltos, principalmente temporais e, aliado à velocidade, torna-se difícil acompanhar. Ainda assim, é altamente recomendado a quem gosta de leituras pouco convencionais e que fujam à normalidade.
Eu, Lúcifer
De: Glen Duncan
Ano: 2003
Editora: Publicações Europa-América
Páginas: 240
A nossa pontuação: ★★★☆☆
Disponível no site Wook.
A Associação de Jovens Voluntários de Gaeiras (JVG), no concelho de Óbidos, teve uma grande ideia - distribuir livros de bicicleta em locais mais isolados da freguesia. Assim, todos os últimos sábados de cada mês, os livros são levados até à porta dos habitantes através deste projecto - a Bibliocleta.
E não se trata apenas da distribuição - cada livro é acompanhado de um envelope com um documento onde o leitor poderá deixar os seus pensamentos acerca do livro, que acompanharão o mesmo nas futuras partilhas. Cada leitor receberá livros dentro dos géneros que mais gosta.
O serviço é grátis e basta preencher o formulário para dar início ao processo de inscrição. É uma grande ideia que distribui conhecimento, sabedoria e proporcionará grandes momentos a várias pessoas. Um modelo simples,a seguir e a copiar!
Via Sapo 24
E não se trata apenas da distribuição - cada livro é acompanhado de um envelope com um documento onde o leitor poderá deixar os seus pensamentos acerca do livro, que acompanharão o mesmo nas futuras partilhas. Cada leitor receberá livros dentro dos géneros que mais gosta.
O serviço é grátis e basta preencher o formulário para dar início ao processo de inscrição. É uma grande ideia que distribui conhecimento, sabedoria e proporcionará grandes momentos a várias pessoas. Um modelo simples,a seguir e a copiar!
Via Sapo 24











