Ok, tenho um grande defeito - estou sempre a corrigir os erros gramaticais dos outros. É mais forte do que eu, e pode dar alguma confusão às vezes porque parece que me "armo em superior" e em polícia da gramática. Mas pelos vistos não sou a única... e há artigos bem catitas para estes polícias que deviam ser remunerados. Afinal de contas, é serviço público...

As minhas maiores lutas são as posições erradas onde colocam as vírgulas, as conjugações dos tempos verbais e os erros ortográficos. Estas peças estão em inglês, mas reflectem bem a minha luta.














Euzinha, resumida numa caneca :) 





Tinha imensa expectativa em relação a este livro. É conhecido que idolatro Stephen King e a leitura deste livro, que é o primeiro volume da série A Torre Negra, estava a demorar. É um dos seus livros mais aclamados e tem estado ainda mais na berra nos últimos tempos devido à adaptação cinematográfica que vai para o grande ecrã em 2017, contando com Idris Elba e Matthew McConaughey nos principais papéis.

No entanto, não me entusiasmou. Stephen King é capaz de escrever em todos os estilos, desde provocar-nos o mais frio e negro terror até levar-nos às lágrimas por pura amizade ou amor. Este é diferente, com toques de fantasia e de fábula que não são de todo os meus géneros preferidos. No entanto, há momentos verdadeiramente épicos, principalmente quando existem confrontos. As suas descrições e o ritmo da acção são fantásticos e é nesses momentos que fiquei realmente embrenhada. De resto, é tudo demasiado onírico, esotérico e filosófico para o meu gosto.

Na história, Roland é o último dos pistoleiros, um homem solitário que segue um longo caminho na perseguição do homem de negro. As suas razões para esta demanda vão sendo apresentadas ao longo da narrativa, na qual vai conhecendo pessoas que vão marcar profundamente a sua viagem. O tempo presente vai sendo alternado com o passado, dando-nos a conhecer melhor o carácter deste homem misterioso.

O Pistoleiro - A Torre Negra Livro 1
De: Stephen King
Ano: 1978
Páginas: 216
Editora: Bertrand

A nossa pontuação: ★★★☆☆
Disponível no site Wook.




Tommy Wilhelm está na casa dos 40 e a sua vida está a ir por água abaixo. Tudo por sua culpa. Deixou a mulher e os dois filhos, e envia-lhes dinheiro, quando o tem. Deixou o emprego, e não aceita outro qualquer, preferindo falar sobre a sua má sorte. Gastou as suas poupanças a apostar na banca em produtos duvidosos, aconselhado por um homem de má fama. Vive num hotel e não tem como pagar a conta. O seu pai, rico, não cede aos seus pedidos de dinheiro e manda-o trabalhar, constantemente.

Outrora um homem vistoso, agora Wilhelm não é mais do que um preguiçoso descuidado que passa a vida a queixar-se, uma sombra do homem forte e arrojado que outrora foi, um garoto preso no corpo de um adulto, cheio de medos e hesitações. Assistimos a algumas horas da sua existência, aos seus diálogos e amarguras, enquanto ele tenta descortinar, sem sucesso, um caminho para sair da pasmaceira.

É um livro interessante, mas algo demorado nos diálogos e nas acções. O background do personagem principal é bem elaborado, e chegamos a sentir uma espécie de pena, mas acusatória, por ele. Por vezes a narrativa perde-se nas histórias dentro das histórias, e o leitor perde um pouco a empatia e o interesse. Mas, no geral, é um livro aceitável, com uma boa dose de drama e de humor.

Agarra o Dia
De: Saul Bellow
Ano: 1956
Editora: Relógio D'Água
Páginas: 136

A nossa pontuação: ★★★☆☆
Disponível no site Wook.
Saiu no mês passado a biografia de Jack White, da autoria de Nick Hasted. Chama-se "Jack White: How He Built an Empire From the Blue" e é uma fabulosa prenda de Natal para aquele familiar que realmente aprecia boa música. Ou prenda de anos. Ou prenda espontânea. Que fique assente: é uma boa prenda e pronto.

Ele é uma rock star importantíssima e incontornável, tanto pelo seu trabalho em grupos como os "White Stripes" ou a solo, e pelas suas colaborações de peso com, por exemplo, Bob Dylan ou Tom Jones. É uma das figuras do rock mais competentes e influentes dos últimos tempos e quem não o conhece bem, não sabe o que perde.

Esta é uma oportunidade de redenção, com este livro baseado em entrevistas de várias figuras próximas ao artista, que inclui também fotografias.

Disponível na Amazon.


... books!

Euzinha prefiro mil vezes o cenário da direita. Homem meu tem de saber que o jeito de me ir ao coração é oferecer-me livros. Ou brigadeiro. Ou ambos, por favor!


Ai, o stress. É o trabalho o ano inteiro, a correria das férias, coisas menos boas que vão acontecendo, discussões, percalços, e agora a stressante época das festas. Enfim, merecemos descanso. E de mandar 2016 ir dar uma volta ao bilhar grande.

E para isso... tchan tchan tchan... este livro de colorir é perfeito! Ele reúne palavrões de todo o mundo, e o português não podia ficar de fora, com um "cabrão" bem metido e a pedir para ser pintado ao estilo dos anos 80. Assim, são cumpridos três desejos - podem relaxar com a pintura, aprender palavrões noutras línguas, ao mesmo tempo que mandam os problemas de 2016 para trás das costas. Boa prenda de Natal!

Via Buzzfeed





Se ainda não decorou a árvore de Natal e é fã dessa tradição, porque não decorar de acordo com uma personagem ou saga que nos é querida? Foi isso que fez Kathryn Burnet, uma enorme fã de Harry Potter, responsável por esta árvore bem completa que podem ver em baixo.

Kathryn reuniu os adereços nas suas recorrentes viagens ao estúdio da Warner Bros., e já lá vão onze visitas. A este passo, poderá incluir um presépio no ano que vem... Não lhe falta nada, e até os famosos óculos tiveram lugar de destaque nesta árvore original.

Via Buzzfeed

  








 

Erik Gould é um brilhante pianista que a CIA pretende recrutar, em plena Guerra Fria, para o programa Jazz Ambassadors. Neste plano, o objectivo é captar a Juventude de Leste para a causa americana através da música, ou seja, passar ideias e conceitos através das notas musicais, talento pelo qual Erik é conhecido.

Nos entretantos, a mulher de Erik desaparece sem deixar rasto, aparece um misterioso homem de chapéu cinzento, e o curioso filho de Erik, Tristan, vê sentimentos em forma de pessoas em todo o lado.

O mais interessante, para mim, neste livro, foi exactamente Tristan. A maneira como a sua mente dá forma a todo o tipo de sentimentos é genial. Por exemplo, perto dele está sempre uma velhota, que só ele vê e que sente como sendo a morte que não o larga. Ele vê pessoas e seres vivos que representam o nojo, a dúvida, o desespero, a satisfação, e ver a manifestação dessa "doença", a sinestesia, é soberbo.

De resto, é um livro bastante interessante, mas não me senti tão próxima como nos outros livros de Afonso Cruz. Apesar do tema central - a música - ser descrita de forma apaixonante, considero que há algo de frio em toda a narrativa que não me permitiu criar grande empatia.

Nem Todas as Baleias Voam
De: Afonso Cruz
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2016
Páginas: 280

A nossa pontuação: ★★★☆☆
Disponível no site Wook.