Os Gourmand Cookbooks Awards, que premeiam anualmente os melhores livros de culinária do mundo inteiro, vão acontecer a 28 de maio do próximo ano.

Entre os candidatos há três livros portugueses - "A Vida Secreta dos Gelados Caseiros", de Rita Nascimento; "Bimby. Na rota das Descobertas"; e "Cozinha Vegetariana Para Quem Quer Ser Saudável", de Gabriela Oliveira. Vários livros portugueses foram galardoados no passado, como Catarina Beato com o seu "Dieta das Princesas" na categoria Bloggers, ou o "10 por 10", de Chakall, na categoria Receitas Fáceis.

Esperamos ter boas notícias em maio e que os livros saiam vencedores nas suas categorias. Conheçam melhor estes prémios neste link.


A artista Margaux (ver aqui a loja online) cria estes mini livros para usar ao pescoço que são um verdadeiro mimo.

Ela fá-los à mão com materiais que sobram de outros projectos (incluindo sobras de carteiras e sofás) e podem ser personalizados com pequenas mensagens. Muito giros!







Arthur é a personagem principal e o nosso narrador. A história começa com uma viagem à Áustria, para a qual Arthur foi convidado pelo seu psicólogo. O destino é um retiro de luxo no meio da neve e do frio, onde a única contrapartida é ter de participar em conversas diárias com outros pacientes e médicos.

O protagonista é um homem de sucesso, empreendedor, solteirão e que adora os prazeres da vida. Por vezes sente-se alienado e vê a sua vida desprovida de sentido, e é por isso que consulta um psicólogo. Não percebe que interesse pode ter para a ciência, mas aceita o convite. Conforme o evento decorre, vai percebendo que há inúmeros interesses a aproveitar por lá - as mulheres lindas, as paisagens, os regados jantares, a piscina aquecida e muito mais - mas também percebe que a sua mente pode conter mais segredos e ramificações complicadas do que ele esperava.

Quando regressa à rotina quer investigar e saber mais sobre o que sente e conhecer outros que sentem o mesmo, e é então que decide entrar num website envolto em secretismo, onde se encontram pessoas com todas as patologias imagináveis - ansiedade, mentirosos compulsivos, depressivos, bipolares, esquizofrénicos,  hiperactivos -, enfim, um sem número de estados que vão fazer nascer em si uma necessidade que nunca tinha sentido e que toma uma proporção descontrolada.

Aprendi imenso com este livro, tanto sobre as patologias em si como o que as pessoas sofrem com elas e o que sentem. Quem nunca passou por isso sente um certo distanciamento do tema, e era o meu caso. Agora, sei mais sobre as partidas que a nossa massa cinzenta nos prega e que muitas vezes nos aproxima da genialidade... ou da morte. Este foi o primeiro livro de Sérgio Lorré e fiquei com curiosidade para ler mais.

A Cruz de Génio
De: Sérgio Lorré
Ano: 2004
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 200

A nossa pontuação: ★★★☆☆
Disponível no site Wook.
Este é o momento "Awww" e "Ohhhh" do dia quando virem estas imagens (não para mim, mas para quase todos os comuns mortais que não resistem a fotos de bebés), mas se é para ver fotos de pirralhos, que sejam vestidos como personagens dos livros!

A mãe desta 'piquena', Kayla Glover, é fotógrafa e quis evidenciar e eternizar ainda mais o seu amor pelo jovem feiticeiro mais famoso de sempre, ao vestir a sua filha de três meses com acessórios bem assertivos. Ora vejam!






Estas t-shirts não são todas óbvias... mas são todas baseadas em livros. Se é mesmo fã, vai reconhecer as referências. Caso contrário, veja aqui de onde surgiu a inspiração e onde pode comprar.

Já agora, o Natal está a chegar e a da Virginia Wolf é fantástica... fica a dica.












Esta é uma das obras mais estudadas do mundo. Porquê? Porque fala da natureza humana e de como todos temos em nós o potencial para sermos bondosos, mas também para sermos monstruosos.

Pela voz do advogado londrino Utterson ficamos a conhecer a história misteriosa de Dr. Henry Jekyll e do perturbante Edward Hyde. Inicialmente não se percebe a ligação entre estas duas personagens pois são tão distintas na sua natureza que torna improvável uma relação entre ambas.

Sendo, no entanto, uma das obras mais reconhecidas da literatura, todos sabemos que Jekyll e Hyde são dois pólos de uma mesma pessoa: um benevolente e caridoso, outro sombrio e perigoso. Na história desenrola-se a luta entre estas duas personalidades, bifurcadas de uma mesma nascente, em que uma tenta vencer a outra. Uma poção poderá ser a solução...Será? Quem sairá vencedor? O Bem ou o Mal?

Uma obra que nos faz pensar no poder dos impulsos e de como a tentação de os satisfazer tantas vezes se sobrepõe à moral e à ética. Temos todos, certamente, um pouco de Jekyll e um tanto de Hyde, a questão será...qual deixamos que venha à superfície nas nossas acções mais vezes?...

Nota: Curioso que o nome Jekyll e Hyde se possam traduzir livremente, numa mistura entre o francês que influenciou os autores da época e o inglês nativo, para "Eu mato e escondo"... e isto vai de encontro ao livro mas também nos faz pensar:  quantas vezes matamos, ou tentamos matar e esconder os nossos impulsos? Os bons porque pensamos que nos tornam fracos e os menos bons porque achamos que temos o dever de ser perfeitos, apenas para no final perceber que é no equilíbrio entre estas duas forças que está a solução.


Dr Jekyll and Mr. Hyde
De: Robert Louis Stevenson
Ano: 1886 (1ª publicação)
Editora: Penguin Books (1994)


A nossa pontuação: ★★★★☆
Disponível no site Wook na edição de 2012.
Tóquio. É de noite e Mari está sentada num bar-restaurante a ler um livro e a ver as horas passar. À mesma hora, a sua irmã está mergulhada num sono profundo do qual não sabemos se vai acordar. À mesma hora, um jovem músico passa pelo mesmo bar a caminho do ensaio e reconhece Mari, de outras núpcias. À mesma hora, uma prostituta chinesa foi violentamente espancada num hotel do amor ali perto.

Vamos assistindo ao passar das horas e ao desenrolar das histórias destas e doutras personagens, enquanto os seus caminhos se cruzam. A acção passa-se toda na mesma noite. São poucas horas descritas, mas podiam ser dias ou semanas, tal não é o pormenor e a atenção que somos obrigados a dar e a quantidade de coisas que vão acontecendo.

O autor varia entre as descrições dos acontecimentos tal como eles são, desenrolando diálogos geniais e verdadeiros que nos parecem reais e familiares; e oferece ainda uma perspectiva única de narração quando nos descreve a acção tal como se os nossos olhos fossem uma câmara de filmar. É quase como ler um guião com pormenores técnicos e emocionais. E é único.

Haruki Murakami dá-nos uma verdadeira pérola da literatura, onde vários dos seus elementos preferidos são utilizados - a música, os animais... - e onde nos prende à leitura como só poucos sabem. É uma trama muito original e a narrativa é realmente única, centrada na alienação, na escuridão, nos segredos que a noite nos guarda e nos fantasmas que cada um carrega.

After Dark: Os Passageiros da Noite
De: Haruki Murakami
Ano: 2004
Editora: Casa das Letras
Páginas: 228

A nossa pontuação: ★★★★☆
Disponível no site Wook.
Depois de "A Vida é a Cores", lançado o ano passado, agora é a vez de "O Amor é a Cores", o segundo livro de colorir da autoria de Teresa Guilherme, lançado em parceria com a TVI e com a edição da Goody.

A apresentadora é fã desta actividade e diz que "Colorir é, de facto, uma terapia, uma oportunidade para descontrair. É uma paragem no tempo, como uma viagem, sem compromisso. Deixamo-nos fluir e fazemos ao nosso ritmo", conta. Com a popularidade deste tipo de livros a aumentar consideravelmente, está a tornar-se uma actividade séria e um nicho de mercado no qual vale a pena apostar.

Este livro contém várias mandalas para colorir e está dividido em seis secções - amor, amor-próprio, amor de mãe, amor à Natureza, amor amigo e amor aos animais - acompanhados por frases da autoria de Teresa Guilherme.

Nós por cá acreditamos nos benefícios de colorir e na relação directa com o alívio do stress ou com o desenvolvimento da atenção, com a relação com o "eu", entre muitas outras vantagens. Por isso, seja com este livro ou com outro, experimentem dar largas a uma nova actividade.

Via DN.


O músico de 59 anos que originou o termo "pimba", termo tão popularizado para a nossa música popular, lançou uma biografia. De nome "Nascemos Para Ser Felizes", foi escrita pela jornalista Elizabete Agostinho.

A apresentação ocorreu na semana passada na FNAC do Colombo, teve apresentação pela amiga Júlia Pinheiro e contou com a presença de outros artistas, amigos, e a família de Emanuel. O livro conta a história do músico, desde o momento em que partiu de Covas do Douro para Lisboa, aos 10 anos, até se tornar um cantor de grandes êxitos populares.

Quem sabe não dará uma boa prenda de Natal - todos temos aquela tia-avó ou sobrinha louca por música popular :)

Via Diário de Notícias

Irma tem 28 anos e é mulher-a-dias. Desempenha o seu papel na perfeição, ou seja, consegue ser coscuvilheira, meter o bedelho, espiar, ler cartas e documentos que não lhe dizem respeito, usar roupas e comer as coisas dos outros - tudo com a maior discrição e nutrindo a confiança dos seus empregadores e deixando tudo com aspecto limpo e arrumado.

Uma das suas clientes é uma mulher de uma família "bem", sempre impecável e com pose confiante, chefe de família com duas filhas e dois filhos e um marido desligado e com pouca coragem. Irma não gosta deles, mas pagam muito bem e ela vai engolindo os sapos, até ao momento em que percebe que algo não está bem - tropeça numa porta fechada à chave e indicam-lhe que deve manter-se afastada. Um dia, ouve gemidos de lá provenientes e percebe que a porta está destrancada... é a sua oportunidade para saber o que está lá dentro. E o que vê é tão chocante, triste e macabro que vai mudar a sua vida para sempre...

Este livro é fantástico. Tem doses desumanas de humor negro, puxa à gargalhada, mas tem uma moral intrínseca em todo o lado. Mostra-nos uma mulher espevitada, astuta, bem formada e inteligente que é constantemente deitada abaixo por ser mulher-a-dias (coisas que não a incomodam, fruto da sua superioridade emocional e mental), a sua vida com pormenores deliciosos, as suas relações (todas fora do comum e algumas chocantes) e assistimos às suas técnicas para ludibriar os empregadores, que são tão, mas tão cómicas.

Infelizmente não encontrei nenhum exemplar à venda nas lojas. Este é da biblioteca e já tem alguns anos. É pena. Mas se arranjarem maneira espreitem, vale mesmo a pena e é uma lufada de ar fresco oferecida por Milena Moser, escritora suíça que me surpreendeu. O livro deu um filme alemão (Die Putzfraueninsel), em 1996, e embora esteja ansiosa não está fácil encontrá-lo.

 A Ilha das Mulheres-a-Dias
De: Milena Moser
Ano: 1991
Editora: Círculo de Leitores
Páginas: 216

A nossa pontuação: ★★★★☆