O músico de 59 anos que originou o termo "pimba", termo tão popularizado para a nossa música popular, lançou uma biografia. De nome "Nascemos Para Ser Felizes", foi escrita pela jornalista Elizabete Agostinho.

A apresentação ocorreu na semana passada na FNAC do Colombo, teve apresentação pela amiga Júlia Pinheiro e contou com a presença de outros artistas, amigos, e a família de Emanuel. O livro conta a história do músico, desde o momento em que partiu de Covas do Douro para Lisboa, aos 10 anos, até se tornar um cantor de grandes êxitos populares.

Quem sabe não dará uma boa prenda de Natal - todos temos aquela tia-avó ou sobrinha louca por música popular :)

Via Diário de Notícias

Irma tem 28 anos e é mulher-a-dias. Desempenha o seu papel na perfeição, ou seja, consegue ser coscuvilheira, meter o bedelho, espiar, ler cartas e documentos que não lhe dizem respeito, usar roupas e comer as coisas dos outros - tudo com a maior discrição e nutrindo a confiança dos seus empregadores e deixando tudo com aspecto limpo e arrumado.

Uma das suas clientes é uma mulher de uma família "bem", sempre impecável e com pose confiante, chefe de família com duas filhas e dois filhos e um marido desligado e com pouca coragem. Irma não gosta deles, mas pagam muito bem e ela vai engolindo os sapos, até ao momento em que percebe que algo não está bem - tropeça numa porta fechada à chave e indicam-lhe que deve manter-se afastada. Um dia, ouve gemidos de lá provenientes e percebe que a porta está destrancada... é a sua oportunidade para saber o que está lá dentro. E o que vê é tão chocante, triste e macabro que vai mudar a sua vida para sempre...

Este livro é fantástico. Tem doses desumanas de humor negro, puxa à gargalhada, mas tem uma moral intrínseca em todo o lado. Mostra-nos uma mulher espevitada, astuta, bem formada e inteligente que é constantemente deitada abaixo por ser mulher-a-dias (coisas que não a incomodam, fruto da sua superioridade emocional e mental), a sua vida com pormenores deliciosos, as suas relações (todas fora do comum e algumas chocantes) e assistimos às suas técnicas para ludibriar os empregadores, que são tão, mas tão cómicas.

Infelizmente não encontrei nenhum exemplar à venda nas lojas. Este é da biblioteca e já tem alguns anos. É pena. Mas se arranjarem maneira espreitem, vale mesmo a pena e é uma lufada de ar fresco oferecida por Milena Moser, escritora suíça que me surpreendeu. O livro deu um filme alemão (Die Putzfraueninsel), em 1996, e embora esteja ansiosa não está fácil encontrá-lo.

 A Ilha das Mulheres-a-Dias
De: Milena Moser
Ano: 1991
Editora: Círculo de Leitores
Páginas: 216

A nossa pontuação: ★★★★☆

E o primeiro estreia já a 17 de novembro nas salas de cinema. "Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los" é um livro publicado em 2001 por J. K. Rowling e está a ser adaptado para cinema em 5 filmes. Trata-se da prequela de Harry Potter e relata os acontecimentos antes do aparecimento do famoso feiticeiro.

J. K. Rowling estreia-se como argumentista neste filme que conta com o oscarizado Eddie Redmayne no principal papel. Outros talentos como Colin Farrell ou Jon Voight também estão no elenco. Os acontecimentos relatados começam em 1926, onde Newt Scamandar (Eddie) é um investigador de figuras mágicas e durante uma escala em Nova Iorque as coisas começam a descambar...

Os fãs da autora e de Harry Potter podem assim matar algumas das saudades que já sentem e apaixonar-se por esta nova (ou velha...) trama.

A Marvel tem-nos habituado à publicação de trabalhos com heróis ligados ao dia-a-dia e à actualidade, e nada pode ser mais real e actual do que o que passa na Síria. Baseada numa mulher real, está disponível online e gratuitamente a banda desenhada "Madaya Mom", sobre uma mulher com cinco filhos presa na cidade de Madaya.

Tendo um cenário de caos por trás, esta mãe enfrenta a mais terrível vilã - a fome, que causa tantas e tantas mortes. Esta mãe existe mesmo (conseguiu contactar os jornalistas da ABC) e é representativa de tantas outras mães e de tantas outras famílias que tentam sobreviver, um dia de cada vez.

O autor, Dalibor Talajic, mais conhecido pelo seu trabalho em Deadpool, diz que o objectivo não foi criar uma banda desenhada de guerra, mas sim mostrar o ponto de vista de uma civil completamente impotente perante os acontecimentos.

Só podemos agradecer e dizer - Boa, Marvel!

Via Indepent 


Este livro é a junção de duas histórias escritas no início da carreira de Haruki Murakami. No prefácio, o autor explica como começou a escrever, todas as noites sentado à mesa da cozinha depois dos dias de trabalho no seu clube de jazz. Conta como as ideias lhe iam surgindo e como se sentia inseguro e sem falta de esperança quando enviou a primeira, "Ouve a Canção do Vento", para um concurso que acabou por ganhar. Foi esse o sinal que o fez continuar e tornar-se um dos escritores mais admirados da actualidade.

O autor recusa-se a chamar de "livro" a estas histórias - declara-as novelas. E acho que tem razão. Falta-lhes um peso e uma direcção assertivas. Falam do dia-a-dia de dois jovens, o narrador e o seu amigo Rato. Cada uma das tramas passa-se num tempo diferente, e podemos ver as diferenças nas personagens, que numa primeira fase estão mais perdidas e indecisas, e depois mais maduras, pensativas e sofredoras. Pelas narrativas passam personagens muito peculiares, como as gémeas que invadem a vida do narrador e que perpetuam um trio amoroso, ou a estranha rapariga com quatro dedos numa mão e que trabalha numa loja de discos. Há também o dono do bar onde os amigos costumam parar, Jay, que é como um pilar, uma rocha que dá estrutura à história.

Achei mais interessante conhecer a história do autor do que propriamente as novelas. Falta-lhes um fio condutor forte, uma narrativa que prenda, acções que façam sentido. Parecem um mero narrar das vidas dos dois amigos, sem que nada assim de tão inesperado ou estranho aconteça. É certo que há elementos muitíssimo bons, e é o nascer das características que fazem de Haruki Murakami um autor deveras respeitado, mas ainda é demasiado embrionário para considerar uma obra com algum peso.

Aliás, conforme o autor deixou expresso, a publicação recente destas duas histórias foi mais por pressão do que por outra coisa. Talvez por insistência dos fãs acérrimos, ou falta do que fazer do agente, quem sabe.

Ouve a Canção do Vento & Flíper, 1973
De: Haruki Murakami
Editora: Casa das Letras
Ano: 1978
Páginas: 336

A nossa pontuação: ★★★☆☆
Disponível no site Wook


 E pior...ainda diz que é pecado!
Agora que já sentimos o fresco da estação na pele, que já levámos com as lágrimas do céu, podemos dizer que o Outono chegou. E para o assinalar, achei por bem partilhar uma citação de José Luís Peixoto, que nos diz exactamente quando começa o Outono da vida.

"Começa devagarinho. É como tudo. A gente andamos na nossa vida, andamos influídos e está claro que não reparamos. De manhã, temos de pensar no café. Depois, há-de vir o almoço. Está claro que nem reparamos numa aragem. Mal uma aragem mais fresca que se mistura com o sol-pôr. Já setembro quer acabar e ainda temos a torrina do sol na pele, a hora do calor, (quase cansada, para a cadela invisível) Anda cá, Ladina... Também estás a ficar velha... Arriba, cadela... (voltando ao tom e à direcção inicial) A gente nem dá fé. Primeiro, é umas pontadas nas costas, umas sezões, umas coisas assim. Primeiro, a gente julga que vai passar, como passavam os esfolões nas pernas quando éramos pequenos e andávamos a correr pelas ruas ou quando encontrávamos alguma árvore a jeito de subir. Começa mesmo devagarinho. Aos poucos, (com ternura, para a cadela) Ah, Ladina... Bochinha, bochinha... Então, não queres vir? Anda cá, cadela... (voltando à direcção inicial) E as mãos começam a tremer um bocadinho. E o trabalho começa a ser mais custoso. E um dia a gente já quase que não conhece a nossa cara no espelho no lavatório. É nesse dia, é nessa hora que começa o outono."

in Cal, de José Luís Peixoto

Via Citador.



Há quem durma com um caderno ao lado para apontar os sonhos ou alguma ideia fantástica que surja durante o sono... Há quem ande com blocos de notas para a frente e para trás, e os mais tecnológicos andam com tablet ou smartphone cheios de lembretes e notas. Eu própria aponto tudo o que me vai surgindo no telemóvel, seja alguma ideia, contacto e até a lista do supermercado.

Mas e quando as ideias surgem no banho? Encontrei isto na Amazon e gostei imenso da ideia. É à prova de água, fica colado à parede, e serve não só para apontar tudo o que nos lembremos durante o duche, como também para deixar mensagens aos outros membros da família... "Mãe, compra gel de banho!" por exemplo. Giro!



Depois de tanta indecisão, finalmente há consenso. Bob Dylan é o mais recente agraciado com o Prémio Nobel da Literatura. E isto é histórico, já que é o primeiro músico a receber o prémio.

O reconhecimento não vai ser consensual e vão haver imensas críticas, mas para mim é um dos artistas com maior dom da palavra à face da Terra, e não me faz nenhuma confusão que o vencedor nunca tenha escrito um livro. Escreve poemas nas mais belas canções escritas, há décadas, com brio, emoção e com uma personalidade inimitável.

Parabéns Bob Dylan!

 
Estes objectos são simples mas alguns deles contêm boas lições e dicas para quem se está a lançar na escrita. Até há algumas boas sugestões para leitores ou para quem gosta de escrever ocasionalmente... Aquela máquina de escrever com ecrã parece-me tão bem, e é uma boa mistura entre o passado e as novas tecnologias.

Vejam todas as sugestões no site Buzzfeed.