Há quem durma com um caderno ao lado para apontar os sonhos ou alguma ideia fantástica que surja durante o sono... Há quem ande com blocos de notas para a frente e para trás, e os mais tecnológicos andam com tablet ou smartphone cheios de lembretes e notas. Eu própria aponto tudo o que me vai surgindo no telemóvel, seja alguma ideia, contacto e até a lista do supermercado.

Mas e quando as ideias surgem no banho? Encontrei isto na Amazon e gostei imenso da ideia. É à prova de água, fica colado à parede, e serve não só para apontar tudo o que nos lembremos durante o duche, como também para deixar mensagens aos outros membros da família... "Mãe, compra gel de banho!" por exemplo. Giro!



Depois de tanta indecisão, finalmente há consenso. Bob Dylan é o mais recente agraciado com o Prémio Nobel da Literatura. E isto é histórico, já que é o primeiro músico a receber o prémio.

O reconhecimento não vai ser consensual e vão haver imensas críticas, mas para mim é um dos artistas com maior dom da palavra à face da Terra, e não me faz nenhuma confusão que o vencedor nunca tenha escrito um livro. Escreve poemas nas mais belas canções escritas, há décadas, com brio, emoção e com uma personalidade inimitável.

Parabéns Bob Dylan!

 
Estes objectos são simples mas alguns deles contêm boas lições e dicas para quem se está a lançar na escrita. Até há algumas boas sugestões para leitores ou para quem gosta de escrever ocasionalmente... Aquela máquina de escrever com ecrã parece-me tão bem, e é uma boa mistura entre o passado e as novas tecnologias.

Vejam todas as sugestões no site Buzzfeed.











"O Velho e o Mar" é um grande clássico que arrecadou o prémio Pulitzer em 1953 e contribuiu em muito para a atribuição do Nobel no ano seguinte ao autor, Ernest Hemingway.

A narrativa centra-se no velho pescador Santiago, homem que conhece o mar como ninguém mas que não consegue pescar nada há quase três meses. Resoluto e confiante, o velho lança-se numa nova expedição a fim de trazer o maior peixe que conseguir para casa, mas aí inicia-se uma grande luta, não só para o conseguir, mas também contra a solidão e os seus próprios pensamentos e medos.

No fundo, esta história é uma metáfora da vida, onde a perseverança e a vontade de vencer podem catapultar um homem a grandes feitos, mas também a grandes derrotas e desilusões, num mundo onde um problema vem sempre a seguir ao outro e onde contar connosco próprios pode não ser grande coisa.

É uma trama bela e mundialmente conhecida, e compreendo perfeitamente porque é tão importante na literatura. No entanto, uma grande parte foi para mim difícil de ler - uma parte mais técnica e descritiva da pesca onde me perdi um bocado e não consegui envolver-me como devia. De resto, é, no fundo, um retrato notável de cada um de nós.

O Velho e o Mar
De: Ernest Hemingway
Ano: 1951
Páginas: 80
Editora: Livros do Brasil

A nossa pontuação: ★★★☆☆
Disponível no site Wook.
Quando um livro passa a filme ;)


 E é um livro verdadeiro, disponível na Amazon.
Esta é uma grande prenda natalícia para os fãs de Harry Potter. Numa iniciativa promovida pelos estúdios Warner Brothers, as portas do Salão Nobre de Hogwarts vão abrir para um jantar de Natal antecipado, em duas datas - 6 e 7 de dezembro.

A sala idealizada por J. K. Rowling é um dos locais mais emblemáticos dos filmes e vai receber a cerimónia. Não vai sair nada barato aos Muggles - são precisos 275€, ter mais de 18 anos e ir vestido a rigor. Mas acredito que não vai ser um impedimento para a procura ser muuuuito elevada. A sala vai estar decorada com muito aprumo e não vão faltar as referências ao jovem feiticeiro. Os talheres, por exemplo, serão varinhas máginas...

As inscrições já estão abertas. Se forem muito fãs, podem pedir já ao Pai Natal!

Via Sábado


Por mais cuidado que tenhamos, por vezes acontece e... o nosso livro ou caderno acaba molhado ou húmido. É uma chatice. A capa e as páginas ficam com aquele aspecto cheio de curvas e pouco ou nada há a fazer.

Mas agora um ilustrador japonês resolveu o problema com uma solução muito simples. Se as letras ficarem esborratadas não há nada a fazer, mas vale a pena tentar para devolver ao livro ou ao caderno a sua forma original. Podem ler a solução aqui, mas baseia-se praticamente em colocar papel higiénico entre as páginas e colocar um grande peso em cima das mesmas (como uma torre de livros por exemplo).

Não é muito ortodoxo e pode gastar-se uma fortuna em papel higiénico, mas nunca se sabe quando precisaremos de salvar um amigo!



Ora aqui está uma notícia que desperta inveja nos leitores portugueses: um festival inspirado em Fernando Pessoa em Paris!

Verdade é que podemos visitar na Casa Fernando Pessoa os seus objectos pessoais e a sua biblioteca particular, digitalizada e acessível a todos, mas que interessante é haver um evento destes na Cidade da Luz, com toda a sua atmosfera. 

O evento é organizado pela Delegação da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris, numa parceria incontornável com a Casa Fernando Pessoa e pretende levar a Paris o desassossego e a inquietude pessoana, com conferências diversas, filmes a exibir e 935 títulos que pertenciam ao poeta.

Saibam mais sobre este maravilhoso evento no site da Gulbenkian.


Este livro tem duas vertentes - uma mais leviana e uma bem mais séria. A primeira está mais ligada ao uso da palavra "vagina" e suas semelhantes, significados e calão. Dá para soltar umas gargalhadas com as histórias de vergonha, ou da falta dela, ligadas à parte mais secreta da mulher.

Já a parte séria é um abre-olhos gigante, com relatos chocantes sobre mulheres que sofreram maus tratos e todos os tipos de violência - mutilações genitais, violações, violência e abusos de toda a ordem. São histórias reais contadas por mulheres reais, embora pareçam ter saído de um filme. São relatos que nos atingem, esmagam e sentimos imediatamente que temos de fazer algo para mudar o mundo.

O livro é uma peça que foi interpretada pela autora durante muitos anos e tornou-se um sucesso mundial, tanto que actrizes como Meryl Streep ou Jane Fonda já deram voz a estes monólogos e Portugal também já os viu interpretados. Para os escrever, a autora entrevistou centenas de mulheres de todas as idades e proveniências. Graças a esta exposição e a este sucesso mundiais, deu-se origem a um movimento, o V-Day, que visa angariar fundos para ajudar mulheres pelo mundo inteiro. E hoje, passados quase 20 anos, continua a ser um movimento muito relevante na causa.

Não é um livro complexo ou profundo. Não tem grande mestria, figuras de estilo ou uma linguagem exemplar. Lê-se muito rápido (fi-lo em pouco mais de uma hora) e é mais uma mensagem, uma passagem de conhecimento e um choque eléctrico que nos desperta do que outra coisa. Vale por isso, e já é muito.

Os Monólogos da Vagina
De: Eve Ensler
Ano: 1996
Editora: Publicações Europa-América
Páginas: 192

A nossa pontuação: ★★★☆☆
Disponível no site Wook.