Pois é. Tal como a nossa amiga aqui da imagem, quem é que nunca se apaixonou por uma personagem? Seja cavaleiro andante, príncipe ou princesa, cavalheiro ou dama, homens e mulheres fortes, exemplares, bons de coração, espadachins exímios, polícias ou nobres ladrões... Qual é a personagem que vos levava ao altar?
Eu, como tenho muito de louca e sou apegada ao lado negro da vida, tenho no coração o Jack Torrance do The Shinning. Porque um homem que sabe usar um machado tem o seu je ne sais quoi...
Mas para dar o nó teria de escolher o meu mestre Stephen King, está claro.
Eu, como tenho muito de louca e sou apegada ao lado negro da vida, tenho no coração o Jack Torrance do The Shinning. Porque um homem que sabe usar um machado tem o seu je ne sais quoi...
Mas para dar o nó teria de escolher o meu mestre Stephen King, está claro.
Ora aí está mais um quiz, e este propõe-se a analisar-nos de acordo com a nossa caligrafia. Acredito que a maneira como escrevemos diz muito acerca de nós, e por isso partilho convosco - podem aceder aqui.
Quanto a mim, parece-me que acertaram em tudo, essencialmente na minha necessidade de controlo e natureza organizada com um toque de rebeldia.
Quanto a mim, parece-me que acertaram em tudo, essencialmente na minha necessidade de controlo e natureza organizada com um toque de rebeldia.
Este ano mais de 40 editoras vão estar presentes num fantástico evento literário que vai decorrer no Palácio de Belém. Nesta Festa do Livro estarão editores como a Almedina, a Relógio d' Água, a Bertrand e tantas outras do agrado dos bibliófilos.
Abrem-se as portas do emblemático espaço da Presidência a todos os amantes da leitura. Uma excelente iniciativa a aproveitar e visitar este fim de semana, de 01 a 04 de Setembro.
Saibam mais no site da Presidência da República Portuguesa.
Esta é a história entrelaçada de três gerações de uma família indiana. Estha e Rahel, gémeos biovulares, crianças irrequietas e de imaginação fértil, são o centro de tudo. Com uma cumplicidade e uma amizade infinitas vão marcando a vida de todos à sua volta e nem todos os vêm com bons olhos. Crescendo sem pai, tragédia praticamente inaceitável mesmo pela família, deambulam, brincam, criam os seus cenários, as suas brincadeiras que mais ninguém entende, com uma linguagem própria de quem se conhece um ao outro como a palma da mão.
A sua mãe, Ammu, passa ao lado da vida até encontrar um amor proibido que a levará à desgraça. O seu tio, Chacko, passa ao lado da vida até reencontrar a filha que não viu crescer e a ex-mulher que não o quer. A sua avó, Mammachi, passa ao lado da vida a carregar as cicatrizes da mão pesada do marido e a vergonha da família. Baby Kochamma, tia-avó, passa ao lado da sua vida, tomando a dos outros como a sua e dificultando tudo a todos por ter tido um amargo passado. E a vida vai acontecendo e muitas coisas precisam ser ditas, deitadas para fora, partilhadas, mas todos falam apenas das pequenas coisas. Estas são mais fáceis de deitar cá para fora. As outras ficam entaladas na garganta. E quem precisa das coisas grandes, quando sentir os pés molhados pelo rio lamacento, observar o voo das borboletas, dar nomes e cheiros às cores é tão mais importante?
A tragédia vai marcar esta família para sempre e nada, nunca mais, vai ser o mesmo. Estha e Rahel, 23 anos depois de uma vida separados, encontram-se. Irmão e irmã que se tornaram desconhecidos mas ligados por uma força que mais ninguém compreende e memórias só deles. A culpa, o peso nos ombros, as costas curvadas pela maldade não importam quando se têm um ao outro, por fim.
Um livro daqueles que é muito mais do que um livro. É um retrato social de uma Índia formada por uma sociedade de castas, um sistema injusto num clima político fervoroso. É uma viagem por estradas, rios, cheiros, cores que desconhecíamos e que sentimos como nossos. É uma ida ao pormenor imensamente bem conseguida. É um transporte autêntico para outro país, outra família, outras relações que não julgávamos possíveis. É estar sempre a voltar atrás na leitura, porque há tanta coisa que merece ser relida e ficar cá dentro mais um pouco.
Este foi o único livro de não-ficção escrito pela autora. Arundhati Roy ganhou o Booker Prize no ano de lançamento do livro em 1997. Não é fácil de ler. Parece que a autora tinha em si o mundo para contar e fê-lo, com toques auto-biográficos. E isso merece uma leitura cuidada e sentida.
O Deus das Pequenas Coisas
De: Arundhati Roy
Ano: 1997
Editora: BIS
Páginas: 368
A nossa pontuação: ★★★★☆
Disponível no site Wook.
É verdade, em Arroios, Lisboa, também se caçam livros! A iniciativa é um pouco diferente da que falámos aqui e tem data limitada (até 15 de setembro), mas é igualmente louvável. Nesta freguesia, com a ajuda da Biblioteca de S. Lázaro, são espalhados diariamente mais de 60 livros (gratuitos) que qualquer um pode encontrar, seja nas ruas, jardins, esplanadas e até nas piscinas municipais.
Não é a primeira vez que a biblioteca distribui livros grátis, mas a ação nunca tinha sido feita nas ruas. Até este ano os livros eram oferecidos nas instalações e a fraca adesão fez com que levassem os livros para fora de portas. Já que o Maomé não vai à montanha...
Cada livro é acompanhado de um panfleto a explicar a iniciativa e convida os leitores a irem à biblioteca. É de acções como esta que o povo precisa! Parabéns!
Fonte: Público
Não é a primeira vez que a biblioteca distribui livros grátis, mas a ação nunca tinha sido feita nas ruas. Até este ano os livros eram oferecidos nas instalações e a fraca adesão fez com que levassem os livros para fora de portas. Já que o Maomé não vai à montanha...
Cada livro é acompanhado de um panfleto a explicar a iniciativa e convida os leitores a irem à biblioteca. É de acções como esta que o povo precisa! Parabéns!
Fonte: Público
Inspirado pela febre do Pokémon Go, o responsável por uma escola primária da Bélgica criou algo parecido mas com um propósito bem mais elevado - caçar livros. Não é preciso usar uma aplicação com GPS e andar com o telemóvel a substituir os olhos. Os livros são escondidos por todo o lado, desde cidades a zonas rurais (protegidos com plástico), e as pistas para os encontrar são lançadas num grupo no Facebook ("Chasseurs de livres").
A iniciativa nasceu do zero mas despertou tanto interesse que o grupo já conta com mais de 50 mil membros. De início dirigida às crianças, hoje serve a todas as idades e todos os géneros de livros podem ser encontrados. Muitas famílias dedicam-se em massa a esta procura, que comparam à procura dos ovos da Páscoa.
A ideia é que quem encontra um livro deixe outro no local, e quando acaba de o ler o "liberte" de novo para a paisagem urbana ou campestre. Uma excelente forma de "trocar mimos" e de estimular a leitura através de um jogo que traz muitos frutos. Muito melhor do que bichos virtuais!
Via Reuters
A iniciativa nasceu do zero mas despertou tanto interesse que o grupo já conta com mais de 50 mil membros. De início dirigida às crianças, hoje serve a todas as idades e todos os géneros de livros podem ser encontrados. Muitas famílias dedicam-se em massa a esta procura, que comparam à procura dos ovos da Páscoa.
A ideia é que quem encontra um livro deixe outro no local, e quando acaba de o ler o "liberte" de novo para a paisagem urbana ou campestre. Uma excelente forma de "trocar mimos" e de estimular a leitura através de um jogo que traz muitos frutos. Muito melhor do que bichos virtuais!
Via Reuters
As caligrafias bonitas, nesta era digital, começam a ser muito raras. Vê-las no dia-a-dia é como uma lufada de ar fresco e por vezes aparecem em objectos do quotidiano inesperados. São tão surpreendentes que houve quem achasse que mereciam uma fotografia, e aqui está uma compilação de pequenas pérolas da caligrafia em objectos banais.
Isto é que é uma iniciativa de se lhe tirar o chapéu! O governo italiano vai oferecer aos jovens que fizerem 18 anos um voucher no valor de 500€ para ser utilizado em livros, que pode também ser gasto em cinema, bilhetes para concertos, teatro, museus e parques nacionais. Portanto, um autêntico "bónus cultural", como lhe chamam.
Se me tivessem dado uma coisa destas quando fiz 18 anos teria sido o cúmulo da felicidade... aliás, se mo oferecessem agora também o seria! Eu até vou a Itália em breve, posso aproveitar e pedir uma prenda (muito) atrasada?
Ora este bónus cultural é realmente uma ideia fantástica, daquelas que dificilmente veremos por cá, já que terá um custo, no primeiro ano, de 290 milhões de euros. O governo italiano realça que é bem gasto, e será certamente, mas é algo que apenas países com bons cofres, excelentes estruturas e com as prioridades no sítio poderão promover. Belo exemplo!
Via Independent
Se me tivessem dado uma coisa destas quando fiz 18 anos teria sido o cúmulo da felicidade... aliás, se mo oferecessem agora também o seria! Eu até vou a Itália em breve, posso aproveitar e pedir uma prenda (muito) atrasada?
Ora este bónus cultural é realmente uma ideia fantástica, daquelas que dificilmente veremos por cá, já que terá um custo, no primeiro ano, de 290 milhões de euros. O governo italiano realça que é bem gasto, e será certamente, mas é algo que apenas países com bons cofres, excelentes estruturas e com as prioridades no sítio poderão promover. Belo exemplo!
Via Independent


















