O Colégio Evangélico Martin Luther no Paraná, Brasil, fez um muro em forma de lombadas de livros. O artista foi o grafitter Alexandre Schwingel. O director do colégio tomou a decisão de pintar livros por serem um "instrumento de crescimento do ser humano". Nós não podíamos concordar mais!

Entre as lombadas podemos distinguir "As Crónicas de Nárnia", "A Culpa É das Estrelas", ou "Cidades de Papel". Um excelente exemplo para motivar os miúdos que lá passam todos os dias a ler.


Num mundo completamente computorizado, é raro encontrar quem ainda tenha caligrafias bonitas. Eu própria, que na escola tinha aquela letra certinha e bonita, estou completamente destreinada. Quanto escrevo já me parecem gatafunhos e o pulso começa a doer muito cedo, tal não é o destreino. É uma verdadeira pena, mas trabalhar ao computador o dia todo dá nisto...

Mas elas existem e andam aí, e aqui ficam uns exemplos de caligrafias tão bonitas que já nem me parecem reais!

Fonte: Buzzfeed










... porque vou ver o filme ou a série, e não foi assim que as coisas se passaram nos livros! Ok, muitas vezes faz sentido, mas na maior parte das vezes gostaria que se tivessem seguido o livro e pronto :/

Em equipa que ganha não se mexe!


Pois que estavam errados.

A verdade é que a febre de andar a apanhar bichinhos coloridos por aí veio para ficar (quanto tempo ninguém sabe!) e claro que a Literatura, sendo uma forma de arte universal, não podia ficar imune à moda dos Pokémons.

Ninguém está a salvo. Eles andam aí! E agora invadiram as capas e títulos de algumas importantes obras literárias. Ora vejam!







Caso será para dizer...

VAMOS APANHÁ-LOS TODOS

Antes que eles nos apanhem a nós.

Mais imagens com os bichos, aqui.

Desta vez a montra de tatuagens 'tiradas' dos livros são inspiradas no mundialmente conhecido, um dos mais simples e belos livros do mundo, O Principezinho, de Saint-Exupéry.

As personagens, imagens e ideias do livro são por si já tão belas que é meio caminho andado para darem tatuagens fantásticas, mas devo dizer que são ainda mais maravilhosas do que podia esperar. Seleccionei (dificilmente) algumas delas, mas vejam aqui todas as sugestões. Encantadoras!

 










Dia 31 de julho à meia-noite acontece o esperado lançamento de "Harry Potter and the Cursed Child - Parts I & II" e a Livraria Lello, no Porto, é um dos palcos desse lançamento mundial da edição inglesa do livro.

A festa começa antes, às 22h00, com a presença de algumas personagens da saga, poções mágicas e muitas surpresas para os fãs do jovem feiticeiro mais adorado de sempre. A livraria convida os fãs a estarem presentes vestidos a rigor para comemorar o lançamento. O livro conta a história do filho mais novo de Harry Potter, 19 anos passados desde "Deathly Hallows".

A Livraria Lello foi uma inspiração para J. K. Rowlings enquanto escrevia uma das sagas mais bem sucedidas de sempre, e aliada à beleza e à história da livraria portuense torna-se no lugar ideal para este evento.


Embora nem tudo o que está nos livros seja verdadeiro, digamos que é uma fonte bem mais fidedigna... Larguem os computadores e os telemóveis e vão à biblioteca! O Google não sabe tudo ;) 


O teatro existia desde 1919 e já havia sido convertido para um cinema em 2000. Agora, o arquitecto Fernando Manzone transformou o antigo teatro numa biblioteca. E que biblioteca... o resultado final é extraordinário e já é considerada uma das bibliotecas mais bonita do mundo. Chama-se El Ateneo Grand Splendid e fica em Buenos Aires.

Quase todos os aspectos foram mantidos, incluindo o palco, as fabulosas cortinas vermelhas ou os balcões. O resultado é único, de uma beleza clássica e a biblioteca recebe mais de um milhão de visitas por ano, o que olhando para estas fotos não é de admirar. Nós queremos visitar!

Fonte: Buzzfeed





 

Taura é um homem japonês de meia-idade com um trabalho aborrecido que um dia vai parar ao hospital. Durante essa estadia, acontece um acidente nas imediações do hospital e vão lá parar dezenas de feridos. Por questões logísticas, pedem-lhe então que divida o quarto com uma paciente, e acede. O quarto da mulher tem uma divisória e os dois, impossibilitados de sair da cama, não se vêem. A conversa vai surgindo e tornando-se íntima, até que se torna "demasiado" íntima. A mulher desafia-o para um jogo de sedução e têm uma experiência sexual sem se tocarem ou verem.

No dia seguinte, as enfermeiras vão buscar Taura e removem a divisória. Ele vê então que a mulher é uma velha. Apesar do momento ser fugaz, vê-lhe os cabelos brancos, as rugas, e sente-se enojado e enganado por se ter deixado levar por aquela mulher. Só quer esquecer o assunto e nunca mais a ver.

Passados uns meses, reencontra-a mas não quer acreditar no que os seus olhos vêem. Aquela mulher, Mutsuko, está à sua frente, a voz é a mesma, sabe tudo o que se passou, mas está na casa dos 40 anos. É impossível. Tem de ser uma impostora. Alguém da família, uma filha com voz similar. Mas Mutsuko prova-lhe que é mesmo ela. Taura sente-se extremamente atraído por esta mulher, esquece-se da sua própria família, do trabalho, das responsabilidades, para estar com ela e assistir àquilo que é impossível de acreditar e de explicar: Mutsuko está a regredir na idade a olhos vistos e cada vez mais rápido. Até quando? Os dois experienciam uma história de paixão assolapada, ainda mais fogosa por se desconhecer o que o futuro reserva a Mutsuko.

Se esta história vos faz lembrar o filme "O Estranho Caso de Benjamin Button", não se admirem porque a mim também, mas pelo que pude apurar não têm qualquer relação. Talvez o livro tenha servido de inspiração, ou foi mera coincidência. Deixando esta vã comparação de lado, este livro é absolutamente fantástico. Criamos laços com estas duas personagens desde o início ao fim e é impossível não lhes sentir afinidade e não partilhar a sua dor e as suas dúvidas. A narrativa é rápida, tem bastante acção, mas também momentos de contemplação, profundidade, e com uma moral sempre intrínseca, o que resulta num equilíbrio perfeito.

Gosto mais do título da edição em inglês - I Haven't Dream of Flying For a While, muito menos directo e mais dado às asas da imaginação, como o livro. Esta é uma história de amor, de desejo, de perda, com um grande poder espiritual como só os autores asiáticos conseguem incutir aos seus escritos. O autor, hoje com 82 anos, é guionista, e sabendo isso nota-se perfeitamente a mestria visual que nos impõe através das palavras. Já era fã depois de ler "Desconhecidos", agora fiquei ainda mais.

Um Dia Sonhei Que Voava
De: Taichi Yamada
Ano: 1985 (reedição de 2008)
Editora: Livraria Civilização
Páginas: 188

A nossa pontuação: ★★★★☆

Disponível no site Wook.
Com este calor era um pézinho na piscina, um livro na mão e petiscar de vez em quando...