Embora nem tudo o que está nos livros seja verdadeiro, digamos que é uma fonte bem mais fidedigna... Larguem os computadores e os telemóveis e vão à biblioteca! O Google não sabe tudo ;) 


O teatro existia desde 1919 e já havia sido convertido para um cinema em 2000. Agora, o arquitecto Fernando Manzone transformou o antigo teatro numa biblioteca. E que biblioteca... o resultado final é extraordinário e já é considerada uma das bibliotecas mais bonita do mundo. Chama-se El Ateneo Grand Splendid e fica em Buenos Aires.

Quase todos os aspectos foram mantidos, incluindo o palco, as fabulosas cortinas vermelhas ou os balcões. O resultado é único, de uma beleza clássica e a biblioteca recebe mais de um milhão de visitas por ano, o que olhando para estas fotos não é de admirar. Nós queremos visitar!

Fonte: Buzzfeed





 

Taura é um homem japonês de meia-idade com um trabalho aborrecido que um dia vai parar ao hospital. Durante essa estadia, acontece um acidente nas imediações do hospital e vão lá parar dezenas de feridos. Por questões logísticas, pedem-lhe então que divida o quarto com uma paciente, e acede. O quarto da mulher tem uma divisória e os dois, impossibilitados de sair da cama, não se vêem. A conversa vai surgindo e tornando-se íntima, até que se torna "demasiado" íntima. A mulher desafia-o para um jogo de sedução e têm uma experiência sexual sem se tocarem ou verem.

No dia seguinte, as enfermeiras vão buscar Taura e removem a divisória. Ele vê então que a mulher é uma velha. Apesar do momento ser fugaz, vê-lhe os cabelos brancos, as rugas, e sente-se enojado e enganado por se ter deixado levar por aquela mulher. Só quer esquecer o assunto e nunca mais a ver.

Passados uns meses, reencontra-a mas não quer acreditar no que os seus olhos vêem. Aquela mulher, Mutsuko, está à sua frente, a voz é a mesma, sabe tudo o que se passou, mas está na casa dos 40 anos. É impossível. Tem de ser uma impostora. Alguém da família, uma filha com voz similar. Mas Mutsuko prova-lhe que é mesmo ela. Taura sente-se extremamente atraído por esta mulher, esquece-se da sua própria família, do trabalho, das responsabilidades, para estar com ela e assistir àquilo que é impossível de acreditar e de explicar: Mutsuko está a regredir na idade a olhos vistos e cada vez mais rápido. Até quando? Os dois experienciam uma história de paixão assolapada, ainda mais fogosa por se desconhecer o que o futuro reserva a Mutsuko.

Se esta história vos faz lembrar o filme "O Estranho Caso de Benjamin Button", não se admirem porque a mim também, mas pelo que pude apurar não têm qualquer relação. Talvez o livro tenha servido de inspiração, ou foi mera coincidência. Deixando esta vã comparação de lado, este livro é absolutamente fantástico. Criamos laços com estas duas personagens desde o início ao fim e é impossível não lhes sentir afinidade e não partilhar a sua dor e as suas dúvidas. A narrativa é rápida, tem bastante acção, mas também momentos de contemplação, profundidade, e com uma moral sempre intrínseca, o que resulta num equilíbrio perfeito.

Gosto mais do título da edição em inglês - I Haven't Dream of Flying For a While, muito menos directo e mais dado às asas da imaginação, como o livro. Esta é uma história de amor, de desejo, de perda, com um grande poder espiritual como só os autores asiáticos conseguem incutir aos seus escritos. O autor, hoje com 82 anos, é guionista, e sabendo isso nota-se perfeitamente a mestria visual que nos impõe através das palavras. Já era fã depois de ler "Desconhecidos", agora fiquei ainda mais.

Um Dia Sonhei Que Voava
De: Taichi Yamada
Ano: 1985 (reedição de 2008)
Editora: Livraria Civilização
Páginas: 188

A nossa pontuação: ★★★★☆

Disponível no site Wook.
Com este calor era um pézinho na piscina, um livro na mão e petiscar de vez em quando...


O Medo nunca vai vencer.
Charlotte Kyriakou é tão fã, tão fã, de Harry Potter, que não descansou enquanto não levou o mundo mágico de Hogwarts para casa. Depois de ela e a família (todos loucos pelo pequeno feiticeiro) terem visitado o Parque da Warner Bros e se terem deparado com aquele lugar fantástico, decidiu embarcar na aventura de levar a sala de jantar de Hogwarts para a sua casa.

Um ano e meio e 13.000 libras depois, Charlotte lá conseguiu finalizar o projecto que agora exibe orgulhosamente. E até conseguiu dois adereços originais dos filmes! Os três filhos parecem encantados e o marido ajudou bastante na construção.

Transformar uma parte da nossa casa em algo saído de algum livro ou filme que gostamos muito é uma grande ideia quando se tem tempo, dinheiro e uma casa com espaço. Ainda bem porque eu não tenho nada disto, porque a minha saga preferida é a do Saw... ;)

Conheçam a história completa no site do Telegraph.






Apresentado pelo autor como uma "mistura de ficção e realidade", este livro foi escrito no ano da libertação de Nelson Mandela, em plena transição pós-apartheid. O autor-narrador percorre o sudoeste da África do Sul numa viagem surpreendente pelo Karoo.

Ele acompanha a sua melhor amiga Eva enquanto esta visita os vários membros da família, de origem boer, que não vê há anos e que estão espalhados por todo o lado e também os lugares que marcaram a sua infância e adolescência. Nesta viagem de carro por estradas de terra sinuosas o autor conhece pessoas com histórias de vida brutais, custosas, difíceis e diferentes de tudo aquilo a que estamos habituados. Conhece o medo, o estar sempre de pé atrás, a desconfiança constante num mundo onde brancos, mulatos e negros ainda não aprenderam como viver em conjunto. Um mundo onde o sentimento de superioridade para com os outros é uma constante e onde cada um acha que é a lei e que tem mais direitos do que todos.

Apesar de ser bastante interessante e cheio de histórias e pessoas fantásticas, na minha opinião o livro peca pelo ritmo demasiado elevado. É um livro pequeno e parece que foi escrito a correr, tal não é a quantidade de eventos a acontecer e personagens sempre a aparecer. Normalmente isto não é grande problema, mas parece que conforme vamos avançando na história algo ficou para trás, como se as coisas não tivessem ficado bem resolvidas na leitura. Passa-se para outra narrativa completamente diferente demasiado rápido e sem aviso, e o leitor, ou eu, fiquei perdida na maioria das vezes e tive de voltar atrás para ver se era mesmo assim.

No entanto, é um relato que vale imenso a pena de uma realidade que pretendia, e continuo a pretender, conhecer melhor e que tem uma actualidade tremenda e um rico valor histórico.

A Terra Prometida
De: Adriaan Van Dis
Ano: 1990
Editora: Dom Quixote
Páginas: 118
A nossa pontuação: ★★☆☆☆

Disponível no site Wook





Um livro eterno. Um amor intenso e uma biografia que se cruza entre a história da autora e a da sua família enredando traumas que se subentendem e fantasmas que o tempo não apaga mas atenua, tornando banais as feridas mesmo que fiquem a doer para sempre.

Em "O Amante", sem pudores, conta-se a história de amor entre uma jovem de quinze anos e um homem de vinte sete. O que ela tem de pobre, compensa em vontade e erotismo, o que ele tem de rico, tem em paixão e inquietude. 

Este é um livro sobre a auto-descoberta, se bem que será que realmente descobrimos algo sobre nós mesmos ou será apenas auto-revelação? 

Um livro profundo. Breve, como são normalmente as maiores das paixões, mas marcante e memorável.

Mais em Fnac.pt.


O Amante
De: Marguerite Duras
Ano: 1984
Editora: Difel (nova edição pela Asa)
A nossa pontuação: ★★★☆



P.S. - Despertou-me a curiosidade em relação ao filme com o mesmo nome. Alguém que já o tenha visto?
Nem sempre acontece, mas para mim é 99% das vezes!


Após vários meses de labuta acabei a mais célebre personagem de Mary Shelley! O Frankenstein em ponto cruz já saiu do forno e quer arranjar um novo dono. Se souberem de alguém que queira ter uma das personagens mais icónicas da literatura e do cinema em ponto cruz, mostrem-lhes este anúncio.