As comemorações do 400º aniversário da morte de William Shakespeare continuam, de variadas formas. Desta feita, o tributo é da Royal Mail, que criou uma colecção de 10 selos com frases bem conhecidas que fazem parte de obras como Macbeth, Romeu e Julieta ou A Tempestade.

Vão ser acompanhados também com um carimbo comemorativo com a data de nascimento e morte do poeta, escritor, actor e dramaturgo. Para além da homenagem, a Royal Mail pretende mostrar a influência que Shakespeare teve e continua a ter na língua inglesa e não só.

Para ver:











Eu agora estou numa relação profunda com o "Psicanálise dos Contos de Fadas".
E vocês? Qual é a vossa paixão do momento? Qual é o livro que está na lista dos "para ler já de seguida"? 
Contem-nos tudo!
É oficial. A paixão pelos livros é mesmo inspiração para tudo. Inclusivé para bolos! Vejam em baixo uma selecção dos nossos bolos preferidos inspirados em livros (podem ver todas as sugestões no site Buzzfeed). Sinceramente, são tão bonitos que até teria pena de os comer... De qualquer maneira, ficam as ideias para todos os que têm o bicho das letras e andam à procura de ideias para bolos.

Já agora, se tiverem uma ideia para bolos do género, ou outros, sugiro a rub-a-duckie. São dos bolos mais fantásticos que já vi feitos em Portugal, e deliciosos também!

 

















Beverly Cleary fez 100 anos no passado dia 12 de abril. Que idade fantástica! Conhecida pelos seus livros para crianças e para jovens adolescentes, a autora norte-americana conta com mais de 91 milhões de cópias vendidas desde o lançamento do seu primeiro livro em 1950.

Quando escreveu o primeiro livro, Cleary era bibliotecária infantil e isso marcou a sua direcção literária. Criou várias personagens icónicas que marcaram várias gerações, como Henry Huggins e o seu cão Ribsy, ou Ramona Quimby. Ganhou vários prémios, entre os quais o National Book Award em 1981.

Para comemorar esta idade maravilhosa, deixamos algumas frases de Beverly, cheias de vida e sabedoria:

"In my grammar school years back in the 1920s I used my ten-cents-a-week allowance for Saturday matinees of Douglas Fairbanks movies. All that swashbuckling and leaping about in the midst of the sails of ships!"

"Children should learn that reading is pleasure, not just something that teachers make you do in school."

"I didn't start out writing to give children hope, but I'm glad some of them found it."

"In 50 years, the world has changed, especially for kids, but kids' needs haven't changed. They still need to feel safe, be close to their families, like their teachers, and have friends to play with."

"My favorite books are a constantly changing list, but one favorite has remained constant: the dictionary. Is the word I want to use spelled practice or practise? The dictionary knows. The dictionary also slows down my writing because it is such interesting reading that I am distracted."





"I Am The Walrus" é uma das minhas músicas favoritas dos The Beatles, senão mesmo a favorita, faz parte do álbum Magical Mystery Tour e data de 1967.

John Lennon havia recebido uma carta de um aluno da escola que frequentou, contando-lhe que o professor de inglês analisava as músicas da banda nas aulas. John respondeu (essa carta foi leiloada em 1992) e teve a ideia de criar uma música com uma letra espatafúrdia de análise impossível. E assim nasceu "I Am The Walrus", (em tradução livre, "Eu Sou a Morsa").

A canção tornou-se a junção de três músicas distintas que Lennon escreveu sob o efeito de drogas. Uma das partes é inspirada numa sirene da polícia, outra é sobre estar sentado no jardim e outra ainda é uma parte sem sentido sobre estar sentado em cima de flocos de cereais.

Quanto à personagem principal, o dito "Walrus", ou morsa, é outra história. É inspirado num poema de Lewis Carroll chamado "A Morsa e o Carpinteiro", de 1871, e faz parte do "Alice do Outro Lado do Espelho", a sequela de "Alice no País das Maravilhas". Tendo em conta o imaginário surrealista fantástico de Carroll, as ideias mirabolantes e psicadélicas de Lennon adquirem um novo sentido (mesmo com as drogas...).

Resta-me dizer "Goo goo g' joob!", que adoro entoar o mais alto possível. Para quem não entende, terá de ver e ouvir o vídeo... :)


Apesar de toda a tecnologia e do braille, é muito difícil para um cego conseguir ler facilmente e de forma fluída. Tendo isto em vista, investigadores do MIT criaram o FingerReader, um pequeno aparelho que se pode usar no dedo como um anel.

O FingerReader está equipado com uma câmara que faz scan ao texto e automaticamente faz soar as palavras alto e bom som e em tempo real, à medida que o utilizador vai passando o dedo por cima do texto. Se o dedo se desviar da linha, o dispositivo vibra. Pode ser ligado ao computador e ao telemóvel, o que dá uma mobilidade incrível. O utilizador invisual pode finalmente conseguir "ler", por exemplo, os menus dos restaurantes, documentos, panfletos, cartas ou cartazes.

Ainda é apenas um protótipo, mas o projecto está a tomar um rumo formidável e os investigadores pretendem alargar a usabilidade do FingerReader a outros públicos, como a crianças, idosos, pessoas com dificuldades na leitura, turistas ou alunos de línguas estrangeiras.

Para perceberem melhor como funciona, nada como ver o vídeo:

O que diriam o Hemingway ou o Picasso se lhes dissessem que podiam passar os seus escritos e desenhos directamente do papel para um dispositivo digital como um tablet? Bem...provavelmente não diriam nada porque nem saberiam o que é um tablet...mas não deixa de ser curioso que uma marca que venceu no mercado por recriar os livros de anotações de grandes artistas, se actualize agora para agradar um público em vasto crescimento : o dos fãs da tecnologia.

Assim a Moleskine apresenta o Smart Writing Set, um conjunto de escrita digital composto por um tablet que imita um caderno a papel (folhas e tudo!), uma caneta a fazer lembrar as clássicas bico de pena e a aplicação que permite converter e partilhar instantaneamente todo e qualquer rabisco que se faça no papel especial do tablet-moleskine (com tecnologia Ncoded) sincronizando o conteúdo com o dispositivo de nossa eleição (o nosso smartphone por exemplo).

Uma maneira inovadora de satisfazer aqueles viciados no toque do papel e na estética do caderno de anotações, mas que ao mesmo tempo não vivem sem as suas redes sociais e aplicações tecnológicas.

Saibam mais em Moleskine.com.


Aqui vos deixamos um vídeo sobre as mais variadas funções desta fantástica modernice literária.

Depois de um post sobre capas falsas para provocar reacções, falemos de precisamente o contrário. São livros com títulos embaraçosos capazes de o fazer corar. Embora seja difícil de acreditar, estes livros são mesmo reais e encontram-se à venda.

Muitos deles são antigos e têm palavras e expressões que entretanto têm outro sentido na língua inglesa, o que faz com que o resultado seja hilariante. Outros são simplesmente resultado de os autores não terem pensado muito bem naquilo que estavam a fazer.

Mostramos uma selecção dos mais engraçados - podem ver todas as sugestões e os links de venda dos livros no site Bored Panda.












Há quem esconda, por vergonha ou por outra razão, alguns livros que lê. Não é o caso de Scott Rogowsky.

O comediante foi para o metro de Nova Iorque com capas de livro falsas bem provocantes. Num dos metropolitanos mais movimentados do mundo, sentou-se a ler títulos como "Como segurar um peido", "Taxidermia para principiantes" ou "1000 sítios para visitar antes de ser executado pelo ISIS".

O resultado foi gravado em vídeo e há olhares embaraçados, sorrisos e até quem tire fotos sorrateiramente...

Nesta novela, Sepúlveda transforma-se num outro autor, diferente do de "O Velho que lia romances de amor", para criar uma narrativa curta e crua sobre um killer apaixonado que se rende ao charme de uma "gata francesa".

Um assassino profissional  a quem a paixão enfraquece os sentidos torna-se sentimental, e quando encomendam um serviço para terminar com a vida de um desconhecido, começa uma aventura sobre quem é esse homem que querem ver morto e porque é que, sem explicação, esse homem lhe diz tanto.

Para mim o final ficou a saber-me a pouco e já o esperava, talvez por conhecer o autor. No entanto, continua a ser uma boa e breve leitura e é um pouco como ver um filme de acção: um bom policial, com romance, paixão, mortes e suspense e a qualidade evidente de um autor versátil e que fica sempre na memória depois de lido.

Título: Diário de Um Killer Sentimental
Autor: Luis Sepúlveda
Editora: ASA Editores (Colecção Mil Folhas)
A nossa pontuação: ★★★