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O Centro Nacional de Cultura abraça mais uma edição do projecto Disquiet, que traz ao nosso país cerca de 90 escritores norte-americanos que, durante 15 dias, vão participar numa Universidade de Verão onde os autores vão ter "um contacto tão abrangente quanto possível com diferentes aspetos da cultura portuguesa, destacando naturalmente o literário, dando-lhes assim a oportunidade de conviver com escritores e poetas lusófonos de diversas gerações, instituições ligadas à cultura portuguesa, etc.”, segundo o CNC.

Esta iniciativa fantástica conta também com autores portugueses convidados como José Luís Peixoto e Gonçalo M. Tavares e pretende aproximar as culturas, possibilitando aos visitantes a oportunidade de criar laços e desenvolver conhecimentos que serão uma mais-valia evidente para a criação literária.

Saibam mais sobre o Disquiet 2017 no site oficial do CNC e aproveitem para conhecer melhor os escritores e formadores convidados, os eventos paralelos e o programa completo de dia 25 de Junho a 07 de Julho. Visitem também o site oficial do Disquiet que é puramente brilhante. 


Esta publicação nasce do amor que sinto por esta música e como uma homenagem ao autor Manuel Alegre que, finalmente, depois de décadas a cantar a liberdade nos seus versos foi honrado com o Prémio Camões. Parabéns ao poeta, aqui cantado na voz de Carlos do Carmo. Eterno.

Eu podia chamar-te pátria minha
dar-te o mais lindo nome português
podia dar-te um nome de rainha
que este amor é de Pedro por Inês.

Mas não há forma não há verso não há leito
para este fogo amor para este rio.
Como dizer um coração fora do peito?
Meu amor transbordou. E eu sem navio.

Gostar de ti é um poema que não digo
que não há taça amor para este vinho
não há guitarras nem cantar de amigo
não há flor não há flor de verde pinho.

Não há barco nem trigo não há trevo
não há palavras para dizer esta canção.
Gostar de ti é um poema que não escrevo.
Que há um rio sem leito. E eu sem coração.

Poderia ser mais uma das pessoas a parabenizar o Salvador (e sou). Poderia ser mais uma das pessoas a dizer que esta música da Luísa é uma bela homenagem à simplicidade harmoniosa da nossa língua (e sou). Poderia até ser mais umas das pessoas a agradecer a ambos o facto de terem sacudido o glitter plastificado e a maquilhagem esborratada do Festival da Canção e criado uma música que vale por si, sem artifícios (e sou). Mas prefiro apenas ser uma das pessoas que fica calada a ouvir, porque a música, quando é assim, vale por si e tem voz própria, sem necessitar de advogados outros que a sua natural e indiscutível qualidade.

Deixo um suspiro de alívio e um "Graças a Deus! Ainda há poetas e trovadores em Portugal." Cantemos:
Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar a aprender.

Se o teu coração não quiser ceder 
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração pode amar pelos dois.

Se viajar de comboio entre Lisboa e Braga até ao fim do mês, no Alfapendular, vai ter uma surpresa. Ao escolher o seu lugar, vai também estar a escolher um livro que o vai acompanhar durante a viagem. A maioria são contos, histórias curtas mais fáceis de ler. E entre eles encontram-se, por exemplo, Machado de Assis ou Edgar Allan Poe.

A iniciativa é da Cetelem em parceria com a CP. Chama-se "Viagens Com Livros" e vem do Programa de Apoio à Leitura "Tem Tudo a Ler". Uma ideia fantástica para promover a leitura que devia, sem dúvida, ser estendida tanto na data como nos trajectos. Se houver uma pessoa por dia que pegue num dos 301 livros (para os 301 lugares disponíveis) e sinta o prazer da leitura, já será uma vitória.

Via Visão.

Hoje é dia 25 de abril, um dia que ontem, hoje e amanhã carregará um significado ímpar na nossa história. Estamos aqui, hoje, a fazer o que fazemos, a dizer o que queremos, a ler o que queremos, graças a um grupo de pessoas que nesse dia, e não só, deram o golpe para a liberdade.

E porque há heróis "indirectos" e menos óbvios, a sugestão de hoje vai para o livro "Capitãs de Abril", centrado nas mulheres dos militares da revolução. Elas foram lutadoras sem balas, com um papel importantíssimo nos bastidores que vale a pena conhecer.


Esteva ao ponto de fechar devido a problemas financeiros, causa comum que está a deixar de portas fechadas muitas livrarias, mas não foi o que aconteceu. José Pinho, dono da Ler Devagar, apaixonou-se pela livraria Ferin, que considera a mais bela de Lisboa, em especial depois de vislumbrar duas fabulosas salas abobadadas na cave, que faziam parte de um antigo convento, que não estavam abertas ao público.

Esta parte será reservada para livros raros e antigos, e a oferta no andar de cima será um misto entre edições portuguesas e estrangeiras, já que a localização turística na Rua Nova do Almada proporcionará muitas visitas de viajantes internacionais. Muitas mais acções irão ter lugar, incluindo declamações de poesia, música ou teatro.

Uma vida nova, e bem-vinda, para a segunda livraria mais antiga de Lisboa.

Via Rádio Renascença.